A Eletrobras não é a Casa da Mãe Joana – AEEL


Respeitem a Empresa e seus reais trabalhadores e trabalhadoras!

 

O Poder Judiciário já determinou por decisão transitada em julgado, que a Eletrobras não pode manter contratados sem concurso público e que o artigo 37 da Constituição da República não autoriza a distribuição de empregos em comissão.

Em 14/08, o assistente e dublê de braço direito do presidente Pinto Junior, senhor Oscar Alfredo Salomão Filho, foi desligado da Eletrobras, entretanto, esse senhor continua se intitulando trabalhador da Empresa. E o mais inacreditável é que possui estação de trabalho, email oficial e, mais escandaloso ainda: participa de reuniões de diretoria e lidera grupo de trabalho da venda das participações em SPE’s, bem como o processo de privatização das distribuidoras!!!

O fato de atuar em nome da Eletrobras, participar de reuniões e ter acesso a dados confidenciais e estratégicos da empresa configura, não só uma falha gravíssima de governança, mas também fere o código de ética da casa (itens 1.2; 1.7; 2.2.4; 2.2.5 e 2.2.13), além de significar o descumprimento de uma ordem judicial, na medida em que esta determinou o afastamento de TODOS OS ARTIGOS 37. TODOS, NÃO ALGUNS!

Não fosse isso o bastante, o senhor Oscar Salomão é ligado a Equatorial Energia, uma concorrente da Eletrobras e integra o conselho de administração da Cemar – Companhia Energética do Maranhão (clique aqui) uma das empresas do grupo Equatorial.

Ele foi recentemente indicado para Eletropar, mas ainda não assumiu o cargo, aguardando a definição do Ministério de Minas e Energia. Outro absurdo! Ainda que tivesse assumido o cargo, mesmo se tratando de uma subsidiária da Eletrobras, a Eletropar não tem ingerência sobre a Eletrobras, além de possuir outros sócios, inclusive.

Sua atuação na Eletrobras configura, portanto, uma clara situação de conflito de interesses.

O que quer um representante de uma de nossas concorrentes infiltrado sorrateiramente na Eletrobras? Quais interesses ele defende?

Sua presença causa grande mal estar aos trabalhadores e trabalhadoras da Eletrobras.

Mesmo diante da pressão exercida por esse senhor e seu chefe, pedimos aos nossos colegas da Eletrobras que não colaborem com essas práticas, pois estariam descumprido o código de ética.

Diante de mais essa aberração da gestão do Pinto Junior, gostaríamos de saber o que a senhora Lucia Casasanta, Diretora de Compliance, veio fazer aqui?

O termo compliance tem origem no verbo em inglês to comply, que significa agir de acordo com uma regra, uma instrução interna, um comando ou um pedido.

Entendemos que desqualificar e xingar trabalhadores e trabalhadoras, mudar o estatuto da Memória para dar um cargo comissionado a um aliado, retirar a logomarca da Eletrobras da fachada do edifício sede, numa nítida tentativa de apagar a imagem da Empresa, dentre outras ações igualmente antiéticas, foge totalmente às regras e às melhores práticas de governança corporativa.

A senhora não concorda, diretora? Parece que não, pois não se manifesta.

Dessa definição simples de compliance, apresentada, a senhora Lucia Casasanta parece entender (e obedecer) apenas a última parte: “um comando, um pedido”.

Com a palavra, o Senhor Presidente, a Diretora de Compliance e a Auditoria Interna da Eletrobras.

C/c.:

Ministério de Minas e Energia

Comissão de Ética Pública

Ministério Público Federal

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      1 comentário para “A Eletrobras não é a Casa da Mãe Joana – AEEL

    1. Olavo Cabral Ramos Filho
      18 de setembro de 2017 at 9:54

      Imagem criada por John R. Cotrim em entrevista em 1993:

      “Então a empresa não sera uma “public utility” , mas uma “public inutility”.

      E por ai que caminha a negativa, pelo governo ilegítimo, de qualquer soberania

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