A tarifa branca e a curva de carga – Análise

O Ilumina republica esta análise de 2018, uma vez que pouca coisa mudou sobre a tarifa Branca.

O gráfico abaixo mostra 12 curvas de carga para um dia de semana de cada mês de 2016. A curva de consumo mais alto é a de Fevereiro e a de mais baixo a de Junho.

Isso mostra que, atualmente, a temperatura parece ser o fator mais importante para explicar as variações de consumo durante um dia típico.

As cores dos retângulos mostram os horários fora da ponta (verde), intermediário (amarelo) e ponta (vermelho) da chamada tarifa branca.

O que parece estranho é que o critério de definição de preços variáveis parece ignorar que a chamada ponta, consumo mais alto, está ocorrendo por volta das 15 horas e não mais no entorno das 20 hs. O únicos mês que mostra picos no período depois das 18 hs é junho.

 

Percebe-se que em todos os outros meses a ponta da tarde não é superada pela das das 20 hs. Fica a dúvida se essa política pretende apenas aumentar o preço para parte do setor residencial, que não consegue “reprogramar” seu já achatado consumo.

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      14 comentários para “A tarifa branca e a curva de carga – Análise

    1. José Antonio Feijó de Melo
      9 de janeiro de 2018 at 9:43

      Roberto
      Os gráficos são irrespondíveis. Mostram claramente que os atuais formuladores de política tarifária do setor elétrico do Brasil não estariam conhecendo adequadamente a realidade do sistema eletro-energético nacional.
      Na verdade, como já expressei em comentário anterior, o horário de ponta atual do sistema elétrico nacional não é mais o “horário de ponta tradicional”, do passado, e parece que não observaram esse detalhe.

      • Roberto D'Araujo
        9 de janeiro de 2018 at 10:20

        Feijó:

        Difícil de acreditar. Esses dados são do ONS!!!

    2. 9 de janeiro de 2018 at 10:30

      Araújo
      Há quantos anos não se faz a topologia da carga em áreas metropolitanas densas?
      Paulo Ludmet

    3. pietro erber
      9 de janeiro de 2018 at 12:34

      Pelo jeito, geração solar fotovoltáica associada a baterias (para cobrir o assim chamado horário de ponta) poderá ser um bom negócio. A conferir. Com prejuízo das distribuidoras.

      • Roberto D'Araujo
        9 de janeiro de 2018 at 13:55

        Pietro;

        Até hoje não há um estudo sobre o impacto de GD fotovoltaica na política de operação. Solar distribuida é diferente de usina solar. Solar distribuida é redução da carga. Saimos do Camelo e vamos para o Pato. Sem conotações políticas. (:

      • Leandro
        22 de março de 2018 at 12:15

        Não necessariamente haverá prejuízo para as distribuidoras.
        Com a atual rede de distribuição, bastante antiga e diria até obsoleta, a distribuidora necessita realizar investimentos para que esta rede possa ser capaz de suportar a demanda por energia crescente.
        Certo que ela deixará de receber pela energia distribuída, mas também deixará de investir.
        Se isso gera prejuízo ou lucro, não sei. Há que se fazer a conta…

    4. Joilson Costa
      9 de janeiro de 2018 at 16:09

      Perfeito novamente, Roberto.

      Estaria a ANEEL ainda em dúvida quanto a uma mudança no comportamento da carga do sistema e por isso não levou tal mudança em consideração ou teria prevalecido o lobby do setor, forçando a mesma a agir de má fé propositalmente novamente?

      • Roberto D'Araujo
        9 de janeiro de 2018 at 16:20

        Como as cargas pesadas já estão submetidas à tarifa horária, acredito que há uma preocupação com o setor comercial e residencial na baixa tensão. O ONS não fornece curvas de carga por classe de consumo, portanto, não dá para saber se há um comportamento distinto do mostrado. Mesmo assim, acho que essa sequencia de anos com reservatórios baixos podem ter pesado nessa decisão.

    5. Antônio Luiz Carvalho
      9 de janeiro de 2018 at 17:26

      Que coisa estranha. Como é possível que estejam cometendo um erro tão bisonho !

    6. carolina
      27 de maio de 2018 at 19:53

      Esses dados estão corretos, a mudança veem ocorrendo principalmente por conta do aumento do ar condicionado nas grandes cidades. Essa curva de carga é de São Paulo. Você possui a fonte dessa imagem? obrigada

      • Roberto D'Araujo
        27 de maio de 2018 at 21:16

        Carolina

        A curva de carga pode ser obtida diariamente no site do ONS.

    7. Pedro Alves de Melo
      9 de janeiro de 2019 at 11:46

      Salvo engano, o último estudo sobre topologia de curvas de carga está registrado no Livro Verde do antigo DNAEE. Há, portanto, mais de 40 anos!

    8. Renato Queiroz
      15 de janeiro de 2019 at 14:50

      Roberto qual será o numero de consumidores que migrou em 2018 na primeira fase da tarifa branca,m média mensal de consumo superior a 500 kWh ? Esse ano é a fase de consumo médio superior a 250 kWh/mês e, em 2020, baixa tensão. Sem citar que o consumo médio brasileiro é de 160 KWh . A classe baixa q deve ter em média em suas casas , um ferro elétrico, duas ou três lampadas , uma TV , um ventilador de pé ,uma geladeira vai entender ou acionar os aparelhos na hora fora da ” ponta” ? Entendem isso ? Mas a curiosidade seria ter a informação da adesão a tarifa branca. Será q a ANEEL divulga ?

    9. 19 de fevereiro de 2019 at 2:48

      Obviamente a menor demanda do atual horário de ponta em relação ao horário de pico da curva atual do SIN se deve a tarifa de ponta mais cara para o grandes consumidores. Tira a tarifa binomia e voltaremos a ter o maior pico próximo as 18:00. Entendo que o impacto da climatização seja predominantemente devido ao setor comercial e dessa forma a politica publica correta seria estabelecer uma tarifação diferenciada ao setor comercial de forma a forçar uma redução no consumo de climatização. Vale lembra que a causa do horário de ponta sempre foi o consumo residencial (parcela pequena é da iluminação publica). Portanto a politica da tarifa branca está coerente.
      A melhor alternativa futura é estabelecer um índice de consumo por demanda e sobretaxar os consumidores de maior índice.

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