As marteladas na Eletrobras III – Registro

Na história recente do país, o volume de recursos do tesouro que foram destinados a isenções fiscais, subsídios e empréstimos do BNDES não foi suficiente. A profunda crise de equilíbrio financeiro e econômico do estado nacional foi disseminada por todas as atividades do estado, sejam ministérios, bancos públicos e empresas estatais.

O curioso é que, no Brasil, as críticas são feitas como se, do outro lado, não estivessem algumas das maiores empresas desse nosso “pujante” setor privado. Quem assiste uma palestra dos atuais dirigentes chega a imaginar que essas empresas “sócias” do estado são meras vítimas inocentes. 

Assim, a outra maneira de fragilizar a Eletrobras foi trata-la como um “BNDES extra”.

Como se não houvesse nenhuma dúvida sobre as 179 “participações” (Sociedades de Propósito Específico) das empresas do grupo Eletrobras, o atual presidente “espera” vende-las!

Ora, a primeira pergunta que surgiria num país que tem por princípio preservar o interesse público, seria procurar esclarecer sobre a lógica dessa decisão.

  • A Eletrobras entrou como sócia minoritária em negócios que não valeram a pena?
  • Por que essa parceria foi necessária?
  • Se não entrasse não seria realizado?
  • Nenhum dos investimentos vai dar lucro?
  • Para ambos os sócios?
  • A decisão de venda assume definitivamente o prejuízo?
  • Que critérios foram usados para decidir por esses empreendimentos?
  • Como se deu a divisão de custos administrativos?
  • Quem são os membros dos conselhos dessas SPE’s?
  • Que conflitos de interesses há entre o papel de uma empresa pública e a atividade dos sócios dessas SPE’s?

Exemplos do caso de Furnas:

Apenas para ilustrar, caso se reconheça uma empresa estatal como a que tem a maioria de ativos próprios ou exercendo o controle quando em sociedade, Furnas não é mais uma estatal no sentido estrito.

Para ler mais sobre o que será escamoteado caso a venda seja feita sem os devidos esclarecimentos, leia:

http://portal.tcu.gov.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A8182A14FCE2B69014FDCCCE0394E8F&inline=1

 

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      2 comentários para “As marteladas na Eletrobras III – Registro

    1. José melhor não saber
      26 de setembro de 2017 at 10:51

      Vou te falar! Tem algo a mais, sempre tem!
      Sei de uma SPE ( a Linha de transmissão mais rentável de toda Eletrosul), foi uma das escolhidas para venda.
      A Linha está pronta, relativamente nova. É uma torneira que ficará aberta por pelo menos mais 20 anos “jorrando” dinheiro.
      uns 1.300,00R$ por hora de disponibilidade.
      Quem vende isso!? só louco!
      nem vou comentar do parque eólico da Eletrosul também, os rentáveis foram repassados para Eletrobras para venda e o que “caiu” num vendaval ficou.

      • Roberto D'Araujo
        26 de setembro de 2017 at 15:37

        O problema é que são 178 SPEs onde a Eletrobras bancou o BNDES II. Claro que há exceções, mas essa foi uma martelada violenta!

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