Atentado

O atentado com bomba nas linhas de Furnas que alimentam o sistema sul-sudeste da energia de Itaipu, está sendo relacionado pela imprensa como uma manifestação de grupos contrários à privatização da Gerasul. O Jornal do Brasil, com sua habitual parcialidade, diz em seu editorial de hoje, 15/09, que ” é conhecido o fanatismo de certos grupos estatizantes e representantes de corporações estatais que sonham em deter as privatizações e voltar o relógio da história” usando sua metralhadora giratória para acusações sem nenhuma responsabilidade.


O ILUMINA, organização não governamental, que vem se pautando por denunciar as diversas irregularidades técnicas, jurídicas e de compromisso público dessa alienação de um patrimônio de toda a sociedade brasileira, protesta contra as acusações raivosas desse poderoso orgão da imprensa. Também somos contra a privatização da Gerasul tal como está sendo conduzida e não poderiamos imaginar evento mais desfavorável à nossas idéias do que um atentado em torres de transmissão da importância das atingidas. Expor o sistema a um desabastecimento de grandes proporções serviria muito bem aos interessados em desacreditar o complexo de geração-transmisão brasileiro, ainda predominantemente estatal. Nada mais conveniente que a posição de vítima para os “sérios” reformuladores do setor. Adotando o mesmo métódo do JB, também podemos imaginar que grupos favoráveis à implantação de usinas térmicas tenham feito o ato terrorista.


Tão danosos quanto bombas preparadas para destruir bases de torres de energia, o arsenal de atos lesivos aos interesses de todos os brasileiros que pautam a atuação dos reformadores do setor elétrico e o comportamento “editorialista” da imprensa brasileira, destroem as bases de um debate de idéias e transformam o futuro em um salto no escuro.

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