Energia muito cara


Extraído da “Carta dos Leitores” do jornal O Globo


Energia muito cara



Qualquer um com acesso à internet e a uma máquina de calcular pode fazer este cálculo. Comece consultando o documento Key World 2005 da Agência Internacional de Energia (www.iea.org) que, na página 45, apresenta as tarifas de energia residenciais (impostos inclusos) que são cobradas em mais de 30 países. Depois, basta consultar a sua conta, converter para o dólar e verificar que um morador do Rio de Janeiro paga mais que um cidadão japonês ou um cidadão alemão. Mesmo sem os impostos (30%), um carioca ainda pagaria o dobro de um cidadão do Canadá, país de base hidrelétrica como o nosso. Alguém precisa explicar este absurdo praticado contra os consumidores brasileiros


Roberto Pereira D´Araújo, Rio, 8/11



Preço da energia



Seguindo orientação do leitor Roberto Pereira D´Araújo (13/11), fui verificar as informações da Agência Internacional de Energia (IEA), e no Key World 2006 constatei: a energia elétrica no Rio tem preço superior a 30 dos 32 países constantes da lista, sendo inferior apenas ao da Dinamarca e igual ao da Holanda. Representa o dobro do preço cobrado na Finlândia, quase 80% acima do da França, 92% superior ao da Suiça e 150% mais alto do que o dos EUA, sem os impostos. Considerando o nível geral de preços desses países, os salários nele recebidos e o fato de nossa matriz energética ser dominada pela hidroeletricidade – enquanto na França, por exemplo, 78% são de origem nuclear – é um absurdo o que se paga por aquí. A Aneel, o MME e o governo do estado devem uma explicação à população, inclusive sobre o grau de tributação de tal serviço.


Marco Antonio Bompet, Rio, 13/11)



Comentário



Acrescentamos ainda à justa indignação do consumidor, que na ocasião da discutível privatização da Light, as “previsões” do governo eram que a tarifa cairia com a “competente” administração do capital privado.