Furnas e o engenheiro John Cotrim

Roberto Pereira D’Araujo

O tema dessa postagem nem é mais o que tentamos mostrar no artigo sobre a mudança de sede de Furnas. O foco aqui é o Brasil e sua triste e, ao mesmo tempo, fácil trajetória de destruir seu passado, por melhor que seja.

Aliás, essa é uma espécie de marca registrada brasileira, pois aqui é comum a demolição de prédios históricos. Agora, também estamos nos “libertando” das ferramentas que nos libertaram do estigma de país que produzia café. De certo modo, estamos retornando a esse passado de país “quintal” do mundo.

Ao contrário do que se pensa hoje sobre as empresas estatais, elas foram essenciais para o período onde o Brasil era para a economia mundial o que é a China hoje.

Assistam o pequeno filme sobre Furnas abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=-ox94Qowgeg

Se há alguma preocupação sobre o que isso significa isso para um país, é urgente que nos perguntemos:

  • Que espécie de maldição tem o Brasil?
  • Por que não podemos ter instituições públicas respeitadas que outros países têm?
  • A eliminação dessa parte produtiva do estado brasileiro vai realmente nos livrar dos malfeitos que assistimos nos últimos 25 anos?
  • Não há evidências de que interesses privados estão encravados em outras instituições?

Mas, se essa lembrança da história não causa pelo menos algum incômodo, então, realmente não há nada a fazer se não assistir o ocaso dessa empresa e imaginar o que vai nos acontecer sem ela.

 

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      3 comentários para “Furnas e o engenheiro John Cotrim

    1. Alfredo de Azevedo Alves
      2 de julho de 2019 at 15:38

      Furnas foi e sempre será um patrimônio do Brasil
      Os que estão destruindo ir ao ver o resultado

    2. Luiz Laercio S Machado
      2 de julho de 2019 at 20:01

      No começo da década de 50, o jovem eng John Cotrim, então diretor da Cemig, sobrevoou, num teco-teco as Corredeiras de Furnas e, de rasante em rasante, disse para si mesmo:- aqui cabe uma usina de 1.000.000 de kw.
      E coube! Furnas começou alí.

    3. Pedro Paulo Pimenta
      3 de julho de 2019 at 12:40

      Furnas é um dos maiores patrimônio do Brasil. Irão entregar nosso patrimonio.

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