Ilumina Notícias: A Retomada de Angra 3

Neste Ilumina Notícias, Renato Queiroz entrevista Olga Simbalista, que fala sobre a retomada da construção da usina nuclear Angra 3, ressaltando a sua importância para o prosseguimento do programa nuclear brasileiro, que não se limita às usinas nucleares, e envolve dimensões estratégicas relevantes para o País.

Também no podcast: Ilumina Energia

 

  2 comentários para “Ilumina Notícias: A Retomada de Angra 3

  1. ROLDAO LIMA JUNIOR
    28 de junho de 2020 at 0:01

    Retomada de Angra 3: Tem que retomar para não deixar obra parada. Melhor se não tivesse sido iniciada. Na configuração do mundo atual, a produção de energia, desde que limpa, é estratégica quanto ao desenvolvimento industrial, com vistas ao welfare state da sociedade. A energia nuclear se insere nesse contexto. Nada mais do que isso.

  2. Pietro Erber
    28 de junho de 2020 at 22:21

    A excelente apresentação de Olga Simbalista sobre a continuação da obra de Angra III considera duas possibilidades da maior relevância para o setor elétrico e mesmo para a a imagem da gestão estatal neste projeto de grande complexidade. Terminar a obra custaria R$ 14 bilhões a preços do ano passado ou cerca de R$ 17 bilhões, considerando a grande elevação da taxa cambia. A usina venderia sua energia a R$ 480/MWh. O argumento fundamental para a continuidade da obra é que paralisá-la custaria pelo menos R$ 12 bilhões. É claro que frente à tal diferença, de menos de R$ 5 bilhões e considerando o porte e o desempenho esperado da usina, seria a solução mais barata para obter tal aumento de oferta. Entendo, então, que o custo de paralização venha a ser cuidadosamente auditado por entidade independente, para que não reste nenhuma dúvida sobre esse fator decisivo. Claro que o orçamento da construção também precisa ser tão seguro quanto possível. Quanto ao preço da energia indicado, que remunera pelo menos parte dos custos já incorridos, parece razoável que parte destes seja absorvida pelo governo, para que não se penalize os consumidores pelo precário andamento dessa obra. A paralização de Angra III prejudicaria por bastante tempo a continuidade de um programa de geração nuclear. Por outro lado, tal programa deveria ser justificado com base em sua competitividade com outras opções de aumento de oferta.

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