Insegurança Energética e Carestia na Privatização da Eletrobras

  2 comentários para “Insegurança Energética e Carestia na Privatização da Eletrobras

  1. Roberto D'Araujo
    20 de junho de 2022 at 17:08

    Comento? Não comento?
    Ouvi tudo e concordo com 99%!

    Pois é, temos algumas visões ligeiramente diferentes no Ilumina.

    Eu tenho insistido que o Titanic, até o choque com o Iceberg teve uma trajetória. Na análise dessa trajetória há um trecho que precisa ser mais bem explicado. A “coordenada” desse caminho se chama MP 579.

    Nenhum problema em considerar que usinas hidroelétricas são um investimento que se amortizam. Isso ocorre no mundo todo. O X da questão é o quanto e o como.

    Usinas desse tipo na Noruega ou na Suécia são problemas totalmente distintos, pois esses países consomem praticamente a mesma quantidade de energia desde a década de 90. O Brasil, nesse mesmo período multiplicou por 4 seu apetite por kWh. Precisamos de praticamente 2.500 MW todo ano.

    E o pior é que São Pedro nos ajuda a não perceber. Num certo período não há novas usinas e o santo nos manda anos úmidos. Ninguém percebe e a crise vai sendo adiada. Essa foi a razão do racionamento de 2001.

    Portanto, quando se adota o critério de que usinas antigas devem receber apenas os custos de operação e manutenção, quem imaginou essa política pensa que o critério pode ser o mesmo da Suécia ou da Noruega.

    Na verdade, na dose em que foi aplicada, anulou-se o autofinanciamento para expansão, que sempre foi o alavancador de investimento das empresas da Eletrobras.

    O outro erro grave foi a separação da contabilidade da usina da contabilidade da empresa. Se uma parte significativa dos ativos administrados pela Eletrobras não reconhece os custos administrativos dos escritórios centrais, fornece-se um índice de eficiência reduzido que é o argumento preferido dos que desejaram privatizar a Eletrobras.

    O método que usou o “valor novo de reposição”, que não dá para explicar aqui, está cheio de conflitos, pois na amostragem estatística que definiu a tarifa cotizada, há usinas que não passariam no teste.

    Mas, está tudo nas páginas do Ilumina.

    Bicalho, só 1% de discordância. Abraços

  2. Yuri W. A. dos Santos
    20 de junho de 2022 at 17:12

    Grande análise Prof. Doutor Bicalho!!!

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