Mais de 24h após temporal, moradores do Rio ainda enfrentam alagamentos e falta de luz – G1

Análise do ILUMINA: Nesse momento, por incrível que pareça, o “dilúvio” do Rio de Janeiro está sendo a desculpa da Light. Só que as fotos abaixo mostram a bagunça dos postes que tem tudo a ver com o péssimo serviço de manutenção da rede. Atenção! Isso não ocorre apenas no Rio. Todas as distribuidoras do Brasil estão nessa situação. Diagnóstico? Omissão da ANEEL!

Vejam que essa bagunça é RECEITA ($) das empresas que alugam seus postes à empresas de telecomunicações.

 

O ILUMINA dá uma dica que facilmente denuncia a tragédia anunciada. As distribuidoras instalaram chaves comutadoras automáticas que atuam no caso de pequenas variações de corrente. Por exemplo, se numa chuva normal, um galho de árvore encosta por um instante na rede, a chave desliga e religa para testar se o curto passageiro terminou. Portanto, bairros que apresentam “picos de luz” estão sob risco no caso de uma chuva mais forte. Por que isso não é sequer monitorado? Omissão da ANEEL.

Nesse momento onde a palavra “eficiência” não sai dos discursos das autoridades para criticar a Eletrobras, perguntamos como eles classificariam essa “técnica” da bagunça. Qual o impacto dessa confusão no tempo de recuperação das redes? Isso não é ineficiência???

Sugerimos à ANEEL entrar na página da Light no Facebook e ler os comentários dos clientes.

Tudo isso faz o debate do estado mínimo, “privatiza tudo que resolve”, mais do que ridículo. Sugerimos buscar informações sobre o tamanho do estado regulador americano.


 

Forte chuva deixa 4 mortos e mais de 2 mil pessoas desalojadas no Rio

Vários pontos do Rio de Janeiro ainda sofrem com os efeitos da forte chuva que caiu na cidade na madrugada de quinta-feira (15). O município ainda está em estágio de atenção. Às 6h20, os trens do ramal de Saracuruna não paravam na estação de Ramos da SuperVia, que segue fechada por causa de alagamentos. O túnel que leva ao local segue cheio d’água. Às 10h, a situação na estação ainda não estava resolvida.

Quatro pessoas morreram, entre elas um adolescente. Duas mil pessoas estão desalojadas por causa de transtornos causados pelo temporal. Mais de cem árvores caíram em toda a cidade.

Em Rio das Pedras, na Zona Oeste, ainda há pontos de alagamento e falta de energia nesta manhã. Na Avenida Engenheiro Souza Filho, uma das principais da região, a pista sentido Barra da Tijuca continua alagada.

No Magarça, em Campo Grande, também na Zona Oeste, a água também não escoou completamente, quase 30h após o forte temporal. Os moradores passaram a noite limpando as vias. Um dele conta que a casa onde vive chegou a ficar inundada por mais de 60 centímetros de água.

“Foi uma luta. Passamos a noite toda tirando água, com muito vento e muita chuva. E a rua ficou esse caos. Encheu muito”, explicou o morador Genilson Araújo.

A comunidade da Gardênia Azul segue sem luz (Foto: Reprodução/ TV Globo) A comunidade da Gardênia Azul segue sem luz (Foto: Reprodução/ TV Globo)

A comunidade da Gardênia Azul segue sem luz (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Longo trecho da Gardênia Azul segue sem luz. Na noite de quinta (15), os moradores chegaram a fazer um protesto e fecharam a Avenida Ayrton Senna, pedindo a normalização do serviço. Quem vive na Cidade de Deus também sofre com a falta de energia.

Em Cordovil, ainda há árvores caídas. Na Rua General Carvalho, uma delas obstrui a passagem. Os moradores da região da Avenida Marechal Rondon também sofrem com a falta de luz.

“Nós fizemos desde o princípio da chuva, das 22h do dia 14 até o momento, 770 solicitações, sendo efetivadas 51 interdições, sendo 41 delas na comunidade Parque Everest, no Complexo do Alemão e outras dez nas ocorrências onde tivemos vítimas”, detalhou Luiz André Moreira, da Defesa Civil.

 

Ele destacou que, a qualquer problema estrutural nas residências, é preciso entrar em contato com o órgão público por meio dos números 199 e 1746.

Tempestade destruiu o calçamento da Rua Araticum, no Anil, em Jacarepaguá (Foto: Genilson Araújo/TV Globo) Tempestade destruiu o calçamento da Rua Araticum, no Anil, em Jacarepaguá (Foto: Genilson Araújo/TV Globo)

Tempestade destruiu o calçamento da Rua Araticum, no Anil, em Jacarepaguá (Foto: Genilson Araújo/TV Globo)

Na Rua Araticum, no Anil, em Jacarepaguá, Zona Oeste, depois do temporal, moradores ficaram impedidos de passar a pé ou de carro.

O secretário municipal de Assistência Social explicou que um mutirão vai ajudar a recompor os documentos de quem perdeu tudo no temporal.

“Foram mais de 550 famílias desalojadas, é uma situação atípica no Rio de Janeiro. Ontem foi o momento de cadastrar as famílias e hoje estamos entrando com cesta básica, água e documentação, que muitos perderam”, explicou Pedro Fernandes.

Ainda de acordo com o secretário, a maioria das pessoas que foi impedida de ficar em casa optou em ir para a casa de amigos e parentes. Apenas uma minoria se encaminhou para os abrigos da Prefeitura do Rio.

O Rio Guerenguê, em Curicica, transbordou e inutilizou objetos dos moradores da Vila Sapê (Foto: Reprodução/ TV Globo) O Rio Guerenguê, em Curicica, transbordou e inutilizou objetos dos moradores da Vila Sapê (Foto: Reprodução/ TV Globo)

O Rio Guerenguê, em Curicica, transbordou e inutilizou objetos dos moradores da Vila Sapê (Foto: Reprodução/ TV Globo)

 

 

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      2 comentários para “Mais de 24h após temporal, moradores do Rio ainda enfrentam alagamentos e falta de luz – G1

    1. Olavo Cabral Ramos Filho
      16 de fevereiro de 2018 at 14:30

      Roberto,

      Passo da Light para a ENEL, ex AMPLA, ex CERJ nessa evolução na desnacionalizção das empresas.

      Caso 1: Há uns 8 anos , como sindico do Condominio do Calembe em Nogueira, escrevi carta ao Presidente da AMPLA , com cópia
      para o Diretor de Engenharia. Como uma rede primaria (13,8 kv) com cabos isolados e espaçadores já estava sendo instalada nas partes mais baixas do bairro, solitei completá-la ao longo do denominado Caminho do Céu que se extende por cerca de 3 km até a cota 1030 metro. Exigi mais: substituição das chaves fusiveis manuais por disjuntores automáticos e um reprojeto da coordenação de isolamento e localização de para raios na rede ( a insidência de descargas atmoféricas aumenta a cada ano) . Nenhuma resposta, nenhuma providência . Silêncio absoluto da gerência desnacionalizada.

      Caso 2: De repente, no final de 2016, a ENEL começou a substituir a rede aberta por rede isolada com espaçamento. Aleluia !!
      Iniciou na parte final da rede radial ( cota 1030 metro) e parou a obra na metade do caminho. Está parada até hoje. A cada registro via ouvidoria, a resposta é que a continuação da obra não está prevista a curto prazo.

      Nota botânica: A rede isolada traria economia para ENEL. O Condominio não abre mão do processo de reflorestamento . Nos anos cinquenta do século XX o Morro do Calembe só tinha capim e samambaia tal como foi deixada a area após o fim do ciclo do café e do gado que a substiruiu , deixando o solo com um PH médio de 5,2 ainda em 1978. Essa situação ainda era predominante até meados dos anos setenta. Hoje existe uma mata bastante multipla que denomino “mata atlântica habitada” . O plantio de pau brasil , a partir de um espécimem de 30 anos , ajudado pela mudança climática que, elevando a tempertura media da região, permitiu que essa árvore , que no século XVI não era comum nessa cota , se tornasse viavel e com sintomas de espalhamento natural que , em 30 anos, permitirá o pau brasil de grande porte ser muito frequente em toda região.
      Nesse contexto já foi afirmado a ENEL que, se a rede primaria continuar aberta, as despesas de poda aumentarão e, mesmo assim, aumentará a insidência de curto circuito por queda ou encostamento de galhos na rede , sobretudo no verão.

      Para a ANEEL nada disso importa !!

    2. rockit
      28 de fevereiro de 2018 at 13:09

      Olavo Cabral Ramos Filho, thanks a lot for the post.Really thank you! Much obliged.

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