O ILUMINA faz seu o manifesto do Sindieletro MG À Sociedade Brasileira Mobilização Nacional Contra a Proposta de Privatização do Setor de Energia Apresentada na Reunião de Cúpu …



O ILUMINA faz seu o manifesto do Sindieletro MG


À Sociedade Brasileira

Mobilização Nacional Contra a Proposta de Privatização do Setor de Energia Apresentada na Reunião de Cúpula da América Latina, Caribe e Europa – Cimeira, na cidade do Rio de Janeiro.

A Nação brasileira precisa, urgentemente, tomar consciência e mobilizar-se contra mais este ato de agressão a soberania nacional. Pasmem o Senhores, mas foi constituído um Fórum chamado Rio Energia, paralelo a Cimeira, constituído por ministros de energia, diretores de organismos reguladores e empresários de países latino-americanos e europeus com um objetivo de apresentar uma proposta intervencionista para o setor energético da América Latina. Neste documento, eles condicionam qualquer investimento nos países latino-americanos a privatização do setor energético, gás e petróleo.

Consideramos esta proposta abusiva, agressiva, intervencionista, imperialista por parte dos países europeus e das empresas multinacionais interessadas em dominar as principais fontes de energia do mundo. Proposta avalizada pelo BID ( Banco Interamericano de Desenvolvimento). Fazemos um chamado para que todas as entidades comprometidas com a nação e as causas populares, se manifestem publicamente contra mais esta agressão à América Latina. Entendemos que as manifestações já não surtem mais efeito como desejaríamos. Portanto, é necessário deixar claro para o Fórum Rio Energia, para as empresas multinacionais e para os Chefes de Estado que, se levarem avante a proposta de apoderarem-se das nossas fontes energéticas, o povo saberá reagir a altura. Saberemos nos organizar para retaliar as empresas européias ou estrangeiras no Brasil. Boicotaremos os produtos europeus e estrangeiros no solo brasileiro e latino-americano.

Se a proposta do Fórum Rio Energia se concretizar, constituirá a quebra da constitucionalidade do país e com certeza, o povo brasileira tratará a questão da seguinte forma: "olho por olho, dente por dente". Solicitamos enviar cartas de repúdio aos membros presentes à Cimeira, demonstrando a nossa indignação e a resolução de nos mobilizarmos contra esta proposta.

No caso do setor energético, o que está em jogo não é apenas a venda das hidrelétricas mas o controle das nossas águas. E este é um assunto que diz respeito a qualidade de vida das futuras gerações do país. Precisamos contar com a participação desta entidade nesta discussão. O Brasil ocupa um lugar privilegiado no cenário das águas, pois detém a maior bacia fluvial do mundo, possuindo 12% de toda água potável do planeta, seguido do Canadá, com 8%. A água não é um produto abundante. De toda água do planeta, apenas 2,5% é água potável ou seja, água que pode ser usada para consumo humano, para irrigação, usos industriais, etc. Deste total, apenas 0,5% está disponível, pois os outros 2% estão congelados nas geleiras e calotas

polares. No mundo, existem 1,4 bilhões de pessoas sem acesso à água potável. São 29 países afetados por carência ou má qualidade de água, que tem provocado mortes de crianças e inúmeras enfermidades. Mais de 70 milhões de pessoas da região Sudeste recebem energia de Furnas. A empresa gerencia a água armazenada nos seus diversos reservatórios, otimizando a energia gerada e aproveitando ao máximo essa forma limpa de gerar eletricidade. Gera 40% de toda energia elétrica do país. E ainda, permite o uso de seus reservatórios para outros fins como a pesca, agricultura e o turismo.

Enquanto o grande capital internacional, através do FMI, pressiona o Brasil a vender seu patrimônio público e suas águas, nos Estados Unidos, por exemplo, o setor de energia elétrica está nas mãos do governo, sob controle do Exército Americano. Na Noruega, o estado também é dono das águas, assim como no Canadá, só para citar alguns exemplos. Motivos não faltam para tomarmos consciência da importância das águas e das centrais elétricas para qualquer país do mundo, bem como para o Brasil.

Infelizmente, o Presidente da República Federativa do Brasil, Sr. Fernando Henrique Cardoso, não pensa da mesma maneira. O seu objetivo é privatizar as Centrais Elétricas de Furnas e as águas brasileiras, desconsiderando a importância estratégica destes setores para o futuro de uma nação. Ao privatizar uma hidrelétrica, na prática, o governo estácolocando sob controle de determinada empresa privada o controle do fluxo das águas, em função de se precisar de mais ou menos água para gerar energia, fragmentando todo o processo, pois a sincronia é mantida através da Eletrobrás. Este processo não envolve apenas a geração de energia mas a agricultura, o turismo, a navegabilidade dos rios e etc. Não podemos permitir que aconteça este equívoco contra o nosso povo e o futuro das novas gerações, num cenário mundial de disputas e guerras pelo controle das principais fontes energéticas do planeta.



Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais – Sindieletro MG

Membro do Fórum Nacional em Defesa das Águas Brasileiras e Contra a

Privatização de Furnas

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