O Plano Decenal de Expansão de Energia 2029

Neste podcast do Grupo de Economia da Energia do Instituto de Economia da UFRJ, Renato Queiroz e Luciano Losekann conversam sobre o Plano Nacional de Expansão de Energia 2029 (PDE 2029).

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  2 comentários para “O Plano Decenal de Expansão de Energia 2029

  1. Roberto D'Araujo
    12 de dezembro de 2019 at 9:21

    Gostaria de lembrar que o planejamento feito no período no qual a Eletrobras comandava essa atividade, antes de ser determinativo, era um plano muito debatido e, mal ou bem, fruto de um consenso entre os agentes do setor.

    Desde que o planejamento passou a ser imaginado como uma resposta do mercado, alguns desastres aconteceram. O leilão de 2008, decidido a partir de um subjetivo índice custo benefício para tentar adaptar a singularidade do setor brasileiro ao “mercado”, resultou em contratação de caras térmicas que, àquela época, foram imaginadas como pouco utilizadas.

    É preciso lembrar que o “mercado” de energia no Brasil não tem semelhança com outros mercados, mesmo os hidroelétricos como o da Noruega. Aqui, até agora, não conseguimos nos descolar do PLD que emula o CMO, um parâmetro que nada tem a ver com a relação oferta e demanda.

    Outra mudança maléfica foi o abandono de projetos de usinas hidroelétricas, olhando-as apenas como fontes energéticas e, a meu ver, erradamente, considerando que as que interessam são as que possam ter reservatórios. Lembro que o potencial hidroelétrico (SIPOT ainda sob comando da Eletrobras) tem cerca de 15 GW em fase de viabilidade. Excluindo-se a região norte, 12 GW. Usinas sem reservatórios só seriam inúteis se estivéssemos com a reserva lotada, evento que não ocorre há 5 anos.

    A meu ver, enquanto não se fizer um estudo sobre a influência das solares e eólicas sobre a gestão dos reservatórios, qualquer planejamento que imagine a entrada de grande quantidade de térmicas a gás, é uma decisão arriscada e meio na “contramão” da tendência mundial.

  2. Ronaldo Bicalho
    12 de dezembro de 2019 at 12:18

    A questão fundamental da estruturação de um novo setor elétrico no Brasil é a definição de um novo papel para os reservatórios em um contexto de forte expansão das novas renováveis; característica do atual momento do setor elétrico no mundo marcado pelas transformações profundas geradas a partir da crise climática.

    Portanto, o ponto central não é o novo papel das térmicas em um contexto de uma mudança de base de recursos naturais tradicional em que reduz-se a participação da energia hidráulica a favor da ampliação dos combustíveis fósseis; mas o novo papel dos reservatórios em um contexto de mudança de base de recursos naturais inovadora na qual reduz-se a participação da hidráulica a favor da ampliação das novas renováveis, com esses reservatórios servindo de back-up de sustentação dessa ampliação.

    Na medida em que esses reservatórios estão esvaziados, a recuperação da sua capacidade de regularização se torna um elemento chave dessa estratégia inovadora, definindo o real papel de cada fonte, em termos de volume e timing, na transição elétrica brasileira.

    Mas, para isso, é preciso olhar o problema sob uma ótica distinta daquela que o setor está olhando hoje. A forma atual de olhar, fragmentada e curto prazista, só contribui para desestruturar ainda mais o setor.

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