ONS prevê bandeira vermelha nas contas de outubro e novembro – Estadão

Análise do ILUMINA: Não há surpresas. O sistema de reserva energética definha desde 2012, como pode ser visto no gráfico abaixo, onde a linha pontilhada é a média de 12 meses. O eixo vertical é o número de meses da carga. Hoje, temos de reserva o equivalente a 1,5 meses de consumo. Claro que daqui a 45 dias não vamos ficar no escuro, pois não somos atendidos apenas pela reserva das usinas. Há térmicas e eólicas, mas a gestão dos reservatórios nos deixou a merce de altos custos.

A carga, apesar de mostrar alguma recuperação, está cerca de 3.000 MW médios abaixo da tendência de longo prazo.

Podemos afirmar sem medo que, só não estamos em racionamento porque a crise econômica jogou o consumo no mesmo nível de 3 anos passados.

Por fim, é essencial entender que a questão não é ter ou não ter racionamento. O problema é pagar o preço que pagamos e ainda correr risco significativo.

E olhem que usinas da Eletrobras estão praticamente doando energia!!!!


Segundo órgão, medida visa alertar consumidor de que falta de chuvas é um problema no Brasil inteiro e que pode se prolongar; saiba o que muda em sua conta de luz

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2017 | 12h52

RIO – O Operador Nacional do Sistema (ONS) já conta com o acionamento da bandeira vermelha nas contas de luz em outubro e novembro, devido ao agravamento da recessão climática em todo País. A medida visa a alertar o consumidor de que a falta de chuvas é um problema no Brasil inteiro – e não mais apenas no Nordeste – e que pode se prolongar.

Conta de luz

ONS já conta com o acionamento da bandeira vermelha nas contas de luz em outubro e novembro, devido ao agravamento da recessão climática em todo País Foto: José Patrício/Estadão

“Nos últimos dois anos tivemos chuvas abundantes na região Sul e isso participava do reforço da região Sudeste, mas este ano o Sul também entrou na recessão climática e as chuvas estão baixas”, explicou o diretor geral do ONS, Luiz Eduardo Barata.

“Já há alguns anos a gente vem passando por esse problema (falta de chuva), muito circunscrito à região Nordeste, na cascata do rio São Francisco. Mais recentemente essa recessão climática se estendeu para o rio Tocantins”, lembrou o executivo.

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