Um “projeto” de 22 anos de fragilização da Eletrobras – Figura resumo

Geralmente reclamam muito da complexidade e da extensão das análises que publicamos. Essa é uma tentativa de, numa tabela, mostrar toda a história.

 

 

 

 

 

 

 

  1 comentário para “Um “projeto” de 22 anos de fragilização da Eletrobras – Figura resumo

  1. José Antonio Feijó de Melo
    9 de fevereiro de 2018 at 0:21

    Roberto
    Endossando esta sua oportuna relação sobre os males produzidos pelo próprio governo federal contra a Eletrobras, permitimo-nos acrescentar mais alguns detalhes na mesma direção, também promovidos a partir de 1995 com a implantação do Modelo Mercantil no Setor Elétrico Brasileiro pelo governo FHC, bem como na sequência pelas alterações introduzidas pelos governos Lula e Dilma:
    1995 – O novo Modelo ficava suportado em três entidades que estavam então sendo criadas: ANEEL – Agência Reguladora, ONS –
    Operador Nacional do Sistema e MAE – Mercado Atacadista de Energia;
    – Com a definição de que todas as subsidiárias da Eletrobras seriam privatizadas, cujo processo foi imediatamente iniciado
    sob o comando do BNDES, de fato a Eletrobras ficava sem função e assim entrou em processo de “extinção”, algo similar
    ao que acontecera antes com a Telebras;
    – Na prática, a Eletrobras perdia as seguintes funções:
    – Planejamento da expansão do sistema que exercia através do GCPS – Grupo de Coordenação do Planejamento do Sistema,
    atividade extinta no governo FHC, mas quando recriada no governo Lula foi entregue à nova Empresa de Pesquisa
    Energética-EPE, então criada (2004);
    – Controle da Operação do Sistema Interligado Nacional – SIN, que fazia através do GCOI – Grupo de Coordenação da
    Operação Interligada, atividade esta que passou para o ONS;
    – Elaboração dos estudos de inventário e de viabilidade econômica dos aproveitamentos hidrelétricos nos rios das diversas
    bacias hidrográficas nacionais, atividade hoje livre à disposição de quem requeira junto à ANEEL;
    – Agente de financiamento de projetos de expansão do sistema com a administração de fundos institucionais específicos,
    atividade esta hoje realizada apenas de forma residual;
    – Elaboração dos estudos de mercado para subsidiar o planejamento da expansão do sistema, hoje a cargo da EPE;
    – Elaboração e comando do Programa Anual de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoal do Setor Elétrico (englobava
    inclusive todas as distribuidoras estaduais), atividade esta hoje extinta;
    Nestas circunstâncias, observa-se claramente que a partir de 1995 a Eletrobras sofreu um processo de esvaziamento, tornando-se assim, de fato, apenas uma “holding”, sem funções executivas específicas. E em acréscimo, recebeu um verdeiro “Cavalo de Tróia” que foram as distribuidoras que o governo FHC não conseguiu privatizar.
    Para completar, em 2012 veio a MP 579. E achando pouco. agora querem completar a obra, privatizando-a.

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