Uma nota sobre a tal “eficiência” que o Ministro Fernando Coelho tanto menciona.

Em 2011, 26 de setembro, uma comporta da usina de Salto Osório, da Tractebel, empresa privada, se soltou. Uma peça de 162 toneladas, ao se desprender, ficou “perdida” no leito do rio. Como consequência, o reservatório teve que ser esvaziado para se instalar uma comporta provisória.

O volume útil da usina é de 400 milhões de metros cúbicos! Uma aproximação da energia perdida com esse acidente pode ser estimada pela potência da usina e pelos dias em que ela parou.

Com capacidade instalada de 1.078 MW, cerca de 50.000 MWh foram perdidos em apenas dois dias na usina. Considerando-se que seu funcionamento normal pode ter demorado muito mais e que o sistema brasileiro é interligado, esse “acidente” pode ter causado outras consequências para o todo sistema. O segundo vídeo menciona “espetáculo”, mas, na opinião do ILUMINA não havia nada a comemorar. Muito ao contrário!

Senhor Ministro: Já que a palavra de ordem é “eficiência”, não se tem notícia sobre punições à “eficiente” Tractebel.

Também não se tem notícia sobre “acidente” semelhante em nenhuma usina da “ineficiente” Eletrobras.

 

 

 

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      5 comentários para “Uma nota sobre a tal “eficiência” que o Ministro Fernando Coelho tanto menciona.

    1. Chico
      10 de outubro de 2017 at 16:35

      Não adianta fazer tais questionamentos a um ministro de minas e energia que não entende nada de energia, quem dirá eficiência.

    2. Mauricio
      10 de outubro de 2017 at 20:32

      Este “Ministro” é uma anta, um estafeta do Pintinho, o tal Pinto Júnior. Se o governo tivesse que fazer uma escolha e não dependesse de algumas votações no congresso certamente o “Ministro” com cara de bebezão já teria bailado. Ao Pintinho temos que perguntar para que alugar um prédio em São Paulo para instalar outra Sede da Eletrobras, é para ele ficar em casa, na como ter um cursinho de Administração e um MBAzinho.

    3. Tiago José Adami
      15 de outubro de 2017 at 12:27

      Esse é o tipo de acidente que poderia acontecer em qualquer administração. Eu moro perto da usina, e naquela época o volume de água era acima do esperado. O que dizer dos inúmeros acidentes das plataformas de petróleo da petrobrás que explodiram? Não comparem maçãs com laranjas.

      • Roberto D'Araujo
        15 de outubro de 2017 at 15:13

        Tiago:

        Espero que você tenha entendido o contexto. A Eletrobras está sendo acusada de ser ineficiente. Se você leu as outra matérias que fizemos, verá que nenhuma empresa de geração consegue mostrar eficiência financeira sendo obrigada a assumir distribuidoras deficitárias, sendo obrigada a entrar em parcerias com taxas de retorno baixas e, ainda por cima ter “tarifas” irrisórias para tentar baixar os preços da energia. Eles sobem continuamente desde 1995!
        Bem, se não é eficiência financeira, vamos buscar outras comparações. Essa é uma!
        Plataformas de petróleo??? Isso é comparar maças com laranjas! O ano de 2011 foi realmente muito úmido, mas uma dezena de outros foram ainda mais. Comportas têm que resistir. Ou não?

      • Nelson
        16 de outubro de 2017 at 22:38

        Concordo, meu caro Tiago. Acidentes podem acontecer em qualquer organização. Porém, há uma diferença palpável na forma como a mídia hegemônica divulga um acidente ocorrido em uma ou por conta de uma empresa estatal, de um acidente ocorrido em uma ou por conta de uma empresa privada.

        Como essa mídia trabalha em prol dos interesses do grande capital, um acidente provocado por uma empresa pública/estatal é divulgado à exaustão, para, deliberadamente, denegrir a imagem da mesma perante a população. O objetivo oculto é conquistar o máximo possível de corações e mentes em apoio à tese, falaciosa, de que só as privatizações trazem soluções positivas para o povo.

        Já os acidentes provocados por empresas privadas, essa mesma mídia faz o possível e o impossível para minimizá-los de forma a que as pessoas não consigam ver todo o seu alcance. É preciso manter sempre aceso o mito de que a empresa privada é o reino da eficiência ao passo que a empresa pública/estatal é o antro do comodismo e do desperdício.

        O golpe de Estado desferido contra o povo brasileiro, que colocou no poder uma banda podre jamais vista na história do nosso Brasil, tem o objetivo de entregar todo o patrimônio e as riquezas pertencentes a este povo a grandes corporações privadas, notadamente estrangeiras. Então, como ele está fazendo parte desta banda podre, não poderíamos esperar postura mais coerente do ministro.

        A ordem é difamar e denegrir o máximo possível as nossas empresas públicas/estatais, até o ponto em que o próprio povo, altamente manipulado e envenenado contra as mesmas, acabe pedindo e apoiando a privatização das mesmas.

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