SAUDOSISMO HÍDRICO?
A midia noticiou que o Ministro do Meio Ambiente teria afirmado que aproveitamentos hidrelétricos de armazenamento plurianual são coisas de saudosistas.
Estaríamos passando inexoravelmente para uma nova fase em que somente seriam aceitáveis usinas hidrelétricas a fio dágua, as únicas que contemplariam inteiramente as exigências mitigatórias ambientais e sociais.
Quem deixou saudade foram os gestores e engenheiros que, a partir de meados do século anterior, dedicaram-se a desenvolver empreendimentos hidrelétricos num cenário brasileiro de vantagens comparativas iniqualáveis no planeta.
Seria bem-vindo que o Ministro corrigisse sua manifestação afirmando que usou saudosismo como sinônimo de racionalidade .
O engessamento contido nesse apregoar de escasso bom senso, tenta convencer a sociedade, desqualificando conceitos como o seguinte, que o Ilumina tem reiterado de diversas formas:
O planejamento estratégico da expansão da geração elétrica não deveria abandonar as ainda disponíveis oportunidades hidrelétricas de acumulação plurianual, analisando-as caso a caso nos seus aspectos sociais e ambientais, simultaneamente com as alternativas complementares definidas como limpas – eólicas, bagaço de cana e outras - tratando de programar usinas térmicas convencionais e nucleares num contexto de complementação ao que definiríamos de persistência da vocação hidrelétrica ainda por várias décadas do século XXI.