De 1995 até agora, as tarifas de energia elétrica no Brasil dobraram. O consumidor foi obrigado a se sacrificar para escapar da terrível situação de ter seu fornecimento de energia elétrica cortado. As empresas distribuidoras, por culpa de contratos de concessão mal feitos, desempregaram uma multidão de trabalhadores, terceirizando e precarizando as condições de atendimento à população. Além disso o consumidor é obrigado a pagar por um "seguro apagão" que não solicitou e cuja função, já deveria estar paga na tarifa, pois o serviço cobrado, em qualquer país do mundo, inclui a confiabilidade do suprimento. Muitas empresas estatais foram vendidas e a dívida pública só aumentou.
Existem razões para tanta confusão e descaminhos. Certamente, uma delas é que o governo FHC nunca desejou resolver o problema energético brasileiro. A verdadeira razão sempre foi a de equilibrar as contas públicas custe o que custar. A busca desenfreada pelo "superavit primário" se deu à custa de muitos "deficits primários", por exemplo, na saúde, educação, nas estradas e certamente na energia.
A outra razão foi o total desmonte da capacidade do estado brasileiro se planejar. A maneira mais rápida e profunda para realizar essa tarefa foi a de esgotar os recursos humanos do funcionalismo público e das empresas estatais. Nesse processo de desvalorização de mentes do período FHC, surge o ILUMINA, a reação dos "expulsos".
O ILUMINA é uma organização não governamental apartidária que se preocupa com os rumos que estavam sendo adotados para o setor elétrico. Seus integrantes, a maioria técnicos com larga experiência, sentem-se no dever de denunciar ações que impliquem em perdas para o consumidor de energia elétrica e para a sociedade brasileira.
Para exercer essas atividades o ILUMINA têm despesas. Publicações de informes, manutenção dessa home-page, organização de debates, realização de estudos específicos sobre o setor, etc.