Lago de Furnas baixa e atinge marca do ano de apagão – Estado de São Paulo

Pensando um pouco, a figura acima faz qualquer um reconhecer que reservatórios também podem se esvaziar se o uso da água é excessivo. 

O segundo gráfico mostra que de 2000 a 2012, apesar das hidráulicas representarem percentuais declinantes na capacidade instalada, elas foram responsáveis por aproximadamente 90% da energia gerada por todo o período. Em 2012, logo após a medida provisória de redução das tarifas, de repente, as autoridades lembraram que seria preciso geração complementar. Ai….já era tarde demais.

É preciso dizer mais alguma coisa?

Quem quiser gastar um pouco mais de tempo e entender todo o processo, leia:

http://ilumina.org.br/da-superficie-para-as-entranhas-um-modelo-com-defeitos-geneticos/

 

 


 

Rene Moreira – O Estado de S.Paulo

O Lago de Furnas, no Sul de Minas Gerais, está fechando o mês de junho com um recorde negativo. Com 10 metros abaixo do normal, essa marca somente foi atingida 13 anos atrás – ainda em 2001, ano marcado pelo chamado “apagão”. A situação da represa é sentida no turismo, agricultura, comércio, piscicultura e outros serviços.

As usinas que necessitam da água para a geração de energia também acabam prejudicadas. Das quatro localizadas no Rio Grande, a Usina de Marimbondo já opera com 20,2% da capacidade, enquanto a Usina de Água Vermelha está funcionando com apenas 16% da capacidade, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS).

A situação é preocupante quando se leva em conta que a pior parte da seca ainda nem começou, devendo chover quase nada na região nos próximos meses. Em junho de 2013 o lago estava seis metros acima do nível agora e, ainda assim, foi considerado um ano extremamente seco.

O secretário executivo da Alago (Associação dos Municípios do Lago de Furnas), Fausto Costa, diz que o prejuízo é enorme para toda a região. Segundo ele, sempre se espera que as chuvas do início de ano encham o lago, mas isso não aconteceu neste primeiro semestre.

 

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