
Bloco 1 – 32 min.
https://www.youtube.com/watch?v=8MENfrnfNlo
Bloco 2 – 26 min.
https://www.youtube.com/watch?v=6LLvZ-OKAHs
Bloco 3 – 14 min.
https://www.youtube.com/watch?v=Agd9fDOf9P0
Comentário: É impressionante como se perde a oportunidade de questionar o responsável pela pasta do Ministério de Minas e Energia sobre os pontos mais importantes da atual crise do setor elétrico. Abaixo algumas perguntas que o ILUMINA faria.
- Por que o governo não fez o leilão em 2013 para substituir os contratos iniciados em 2004 e que terminaram em dezembro de 2012?
- De quem é a responsabilidade pela exposição das distribuidoras que obrigou aporte do tesouro e inéditos empréstimos bancários? Não há responsáveis?
- O senhor sabe que desde 2009 a reserva hídrica vem se reduzindo em relação à carga?
- Por que as térmicas só foram usadas mais amplamente após setembro de 2012, mês onde a MP 579 foi anunciada? O ano de 2012 mostrou hidrologias abaixo da média. Por que o despacho térmico ao invés de ser ampliado, foi reduzido de abril a agosto?
- Se não há justificativas técnicas, houve influência política na operação?
- Se não houve interferência, o que mudou? Se, de alguma forma, o critério de operação se alterou, as garantias físicas das usinas teriam que ser desvalorizadas. Por que o governo não enfrenta esse problema?
- O senhor sabe que a nota técnica da ANEEL que “justificou” a adoção de “tarifas” de O&M das usinas atingidas pela MP 579 adota simplificações grosseiras? Sabe que os valores definidos são menores do que a terça parte de referências internacionais?
- O senhor sabe que a Eletrobras está tendo custos acima dos definidos pelo governo e está registrando sem saber se será reconhecido pela ANEEL?
- Como o senhor justifica a perda de valor da Eletrobras em 70%? Como justifica que hoje a empresa tenha retorno negativo sobre o patrimônio líquido? Conhece algum exemplo semelhante no mundo?
- O senhor confirma que o Ministério em nota , afirmou que, se a compulsória redução tarifária de 2012 não fosse adotada, a “tarifa iria ser 90% mais alta”?
- Tomando ao pé da letra a declaração, teríamos uma tarifa residencial no entorno de R$ 890/MWh, já com os impostos. Mesmo com o dólar a R$ 3, isso colocaria o Brasil como um dos três mais caros países do planeta, uma anomalia num sistema que conta com a maioria de fontes renováveis. Isso é normal?
- As usinas passíveis de serem atingidas pela MP 579 eram aproximadamente 20% do total de hidráulicas. Em 2011, o kWh respondia por 30% da tarifa final. Carca de 80% da energia vem de hidráulicas. Se essa energia fosse entregue de graça, a redução máxima seria 20% x 30% x 80% = 4,8%. Ninguém no ministério fez essa conta?
- Como o ministério justifica que usinas hidráulicas antigas que não foram atingidas pela MP 579 vendam energia em leilão por 5 anos a R$ 279/MWh, preço de usinas térmicas? Exemplo: Mascarenhas de Moraes.
- Por que o governo não retira os impostos sobre as placas fotovoltaicas e equipamentos eficientes de energia como as lâmpadas LED?
- Por que o governo não adota uma política para redução de perdas na distribuição?
- O senhor tem noção do comportamento bizarro do mercado livre brasileiro quando comparado a qualquer mercado de energia no mundo? Como justifica isso?
- O senhor sabe qual foi a proporção de número de contratos e de quantidades de energia que tinham prazo mensal no período 2003 – 2011? Por que esse dado não é transparente?
Como nenhuma dessas perguntas foi feita, o ministro saiu-se bem. Quem se saiu mal, como sempre, foi São Pedro e o consumidor.
2 respostas
Roberto,
Eu acrescentaria a seguinte pergunta.
Por que o governo não muda o modelo e a estrutura do setor elétrico?
Se ele tivesse realmente autonomia deveria responder: Porque não tem coragem de admitir os próprios erros e enfrentar o “mercado”.