
Comentário:
A notícia do Valor Econômico foi obtida da fonte http://www.duke-energy.com.br/Paginas/DetalheNoticia.aspx?itemListaID=1074

- O gráfico mostra a geração das hidráulicas e a sua respectiva garantia física em MW médios.
- Vocês estão vendo o trecho do gráfico com o quadrado azulado?
- Nesse período as usinas hidráulicas geraram muito acima da sua Garantia Física (*).
- Foram 210.000 MW médios (1.840 milhões de MWh) de superávit.
- Vocês estão vendo o trecho do gráfico com o quadrado avermelhado?
- Nesse período as hidráulicas geraram abaixo da sua Garantia Física.
- Foram 63.000 MW médios (552 milhões de MWh) de déficit.
- No trecho em azul esse superávit foi liquidado no mercado livre por um preço médio de R$ 58/MWh.
- No trecho em vermelho o déficit foi liquidado por um preço médio de R$ 454/MWh.
As perguntas que devemos fazer às hidráulicas são:
- Já perceberam que o superávit de vocês vale 8 vezes menos que o déficit?
- Alguém conhece algum mercado de energia com variações dessa ordem de grandeza?
- Bem feito! Quem mandou gerar acima da garantia física?
- Se não são vocês que decidem a geração, não há outro responsável?
- Por que acreditar na garantia física?
- Vocês viram que nem o governo acredita nela ao “sentar o pau” nos reservatórios de 2009 a 2012?
(*) Vejam a outra razão do esvaziamento dos reservatórios.
O “sócio” das hidráulicas no prejuízo bilionário é o consumidor que também está tendo que pagar uma conta recorde em função de “pedaladas” energéticas do passado.
22/05/2015 Aneel nega ajuda para rombo hídrico – Valor Econômico
VALOR ECONÔMICO
Uma nota técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) recomenda que sejam negados os pedidos de reparação do rombo bilionário acumulado nos últimos dois anos pelas grandes geradoras devido à produção de energia abaixo do previsto nos contratos. A análise foi produzida pelas superintendências de Regulação dos Serviços de Geração (SRG) e Regulação Econômica e Estudos de Mercado (SRM) e deve ser aberta para audiência pública na terça-feira.
O problema surgiu por conta da falta de chuvas, que fez com que as usinas gerassem menos que o previsto. Essa diferença é bancada por meio de compras no mercado de curto prazo, a preços elevados, e é rateada entre geradores no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), espécie de condomínio para compartilhar o risco hidrológico.
O despacho de térmicas fora da ordem de mérito de custo e a importação de energia de países vizinhos pioraram a situação.
“Esse mecanismo serve ao compartilhamento do risco hidrológico e não à sua total mitigação, haja vista que para determinadas situações ele é insuficiente para atender todos os compromissos dos geradores”, relatou a nota técnica da Aneel. As superintendências da Aneel também indicaram que “não há possibilidade de legal” para que os consumidores assumam diretamente esse risco.
Um membro da diretoria da Aneel disse que entende que o problema das geradoras de fato existe, mas não atinge todas as geradoras de maneira uniforme e nem na dimensão indicada pelas duas principais representantes do segmento (Apine e Abrage). As entidades apontam prejuízos da ordem de RS 18,5 bilhões apenas em 2014.