Análise do ILUMINA: Infelizmente, mais uma vez, temos que mostrar o que a imprensa insiste em não divulgar.
- A hidrologia.
- Os anos 2012 a 2017 são anos muito “secos” entre os 86 anos do histórico?
- Pior do que 2012, nós já tivemos 23 anos mais secos.
- Pior do que 2013, 43 anos mais secos.
- Pior do que 2014, 20 anos mais secos.
- Pior do que 2015, 29 anos mais secos.
- Pior do que 2016, 14 anos mais secos.
- Procurar o artigo “Indícios” na nossa página para mais informações.
- Como se esvazia um reservatório.
- Reservatórios não se esgotam apenas quando a chuva é escassa.
- Eles se esvaziam também se o seu uso é excessivo.

- A área azul é a geração total das hidroelétricas do sistema.
- A linha vermelha pontilhada é a “Garantia Física” das hidráulicas. Como se pode ver, de 2009 a 2013, as hidráulicas geraram muito acima da sua “garantia”. Isso ajudou muito a estarmos com os reservatórios vazios.
- A Garantia Física é uma jabuticaba brasileira que é emitida antes da usina existir. Diversas usinas problematicas como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio , tiveram esses “certificados” validados antes que gerar plenamente. Atenção! Todas com a participação privada!
- Agora, elas não conseguem gerar o que o sistema necessita para que o risco seja minimizado. Têm que comprar energia das térmicas e o caso bilionário já está sendo contestado na justiça. Advinha quem vai pagar?
- A bandeira de R$ 3,50/100 kWh não é baratinha.
- Como transmissão, distribuição, impostos e encargos não têm nada a ver com a parte do consumo de kWh, a comparação deve ser feita apenas com o total de kWh consumido.
- R$ 3,5/100 kWh é o mesmo que R$ 35/MWh.
- Como a conta média de MWh residencial está em aproximadamente R$ 240/MWh, o aumento é de 14,5%!
- Tem mais outra má notícia.
- Nós já estamos pagando energia de reserva justamente porque a “garantia” não é garantida.
- Eis a conta. Total, mais de R$ 150 bilhões.

REPORTAGEM
A bandeira tarifária, que aplica uma taxa extra nas contas de luz quando aumenta o custo de geração de energia no país, ficou na cor vermelha durante mais da metade do tempo desde que entrou em vigor, em janeiro de 2015.
A cor vermelha indica que está muito alto o custo de produção de energia no Brasil e que serão aplicadas as maiores taxas adicionais previstas nesse sistema na conta de luz.
De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os consumidores pagaram cerca de R$ 20,8 bilhões a mais nas contas de luz de janeiro de 2015 a agosto de 2017 (dado mais recente disponível) devido à cobrança da taxa extra das bandeiras.
Dos 34 meses contados até outubro deste ano, 19 (55,9% do total) foram sob bandeira vermelha, nem sempre seguidos.
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Os dados evidenciam que os consumidores brasileiros têm convivido com energia mais cara com frequência nos últimos anos. A razão para isso é a estiagem (veja mais abaixo neste texto).
A bandeira vermelha tem dois patamares, e o preço da taxa extra pode ser de R$ 3 ou R$ 3,50 por 100 KWh de energia consumidos.
Na semana passada a Aneel anunciou que a bandeira ficaria na cor vermelha patamar 2 em outubro, o que obrigará os consumidores a pagarem a taxa extra mais cara. É a primeira vez que a bandeira fica na cor vermelha patamar 2.
Desde janeiro de 2015, a bandeira verde vigorou por 11 meses. A verde indica condições favoráveis para produção de energia mais barata e não gera cobrança de taxa extra nas contas de luz.
A falta de chuvas vem atingindo o país desde 2012. Durante o período úmido, chega menos água aos reservatórios das hidrelétricas, que, por conta disso, ficam com níveis de armazenamento muito baixos em períodos mais secos, como agora.
Na quinta-feira (5), os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por cerca de 70% da capacidade de geração do país, estavam com nível de armazenamento médio de 23,07%.
Para se ter uma ideia, em 5 de outubro do ano passado, esses mesmos reservatórios registravam índice de 39,08%.
Para poupar água das hidrelétricas, o governo aciona as termelétricas, que são usinas que geram energia mais cara, por meio da queima de combustíveis como óleo e gás natural. Quanto mais baixo o nível dos reservatórios, mais termelétricas são acionadas e cada vez mais caras.
O uso das termelétricas é o que faz o custo da produção de eletricidade subir. Na quinta-feira, essas usinas eram responsáveis por atender a 22,75% da demanda por energia do país, quase o dobro do verificado em 5 de fevereiro deste ano (11,72%), quando a bandeira estava na cor verde.
A falta de chuvas vem atingindo o país desde 2012. Durante o período úmido, chega menos água aos reservatórios das hidrelétricas, que, por conta disso, ficam com níveis de armazenamento muito baixos em períodos mais secos, como agora.
Na quinta-feira (5), os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por cerca de 70% da capacidade de geração do país, estavam com nível de armazenamento médio de 23,07%.
Para se ter uma ideia, em 5 de outubro do ano passado, esses mesmos reservatórios registravam índice de 39,08%.
Para poupar água das hidrelétricas, o governo aciona as termelétricas, que são usinas que geram energia mais cara, por meio da queima de combustíveis como óleo e gás natural. Quanto mais baixo o nível dos reservatórios, mais termelétricas são acionadas e cada vez mais caras.