Aneel reduz déficit do setor elétrico a ser coberto pelo consumidor – Valor – 07/04/14

Comentário: Governo fará novo truque com a CDE. Abaixo as regras da Conta de Desenvolvimento Energético. O ILUMINA apresenta sugestões para adequar essa conta a seus usos reais.

Criada pela Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, com a finalidade de prover recursos para:

  • O desenvolvimento energético dos Estados;
  • A competitividade da energia produzida a partir de fontes eólica, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, gás natural e carvão mineral, nas áreas atendidas pelos sistemas elétricos interligados;
  • Promover a universalização do serviço de energia elétrica em todo o território nacio­nal.

Sugerimos a inclusão dos itens:

  • Disfarçar o aumento tarifário que impactaria a inflação.
  • Subsidiar a geração a partir de óleo combustível e diesel

Os recursos são provenientes:

  • Dos pagamentos anuais realizados a título de Uso de Bem Público – UBP, estabelecidos nas concessões de geração;
  • Multas aplicadas pela ANEEL; e
  • Dos pagamentos de cotas anuais por parte de todos os agentes que comercializem energia elétrica com o consumidor final no Sistema interligado Nacional, com base nos valores da CCC dos sistemas interligados referentes ao ano de 2001, atualizados anualmente pelo crescimento de mercado e pelo IPCA.

Como se vê, faltou um item nos recursos.

  • O bolso do contribuinte.

Aneel reduz déficit do setor elétrico a ser coberto pelo consumidor

Por Daniel Rittner e André Borges | Valor

BRASÍLIA  –  O governo encontrou uma nova forma de driblar os reajustes da conta de luz em 2014. Hoje, em reunião extraordinária, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que o déficit da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial responsável por assegurar a redução das tarifas de energia, caiu de R$ 5,6 bilhões para R$ 1,669 bilhão.

A redução deve-se ao aporte adicional de R$ 4 bilhões do Tesouro anunciado no mês passado. Em janeiro, um primeiro depósito de R$ 1,2 bilhão foi feito na conta da CDE. Agora, a Aneel considerou o acréscimo de mais R$ 2,8 bilhões. Com isso, sobra para o consumidor cobrir um rombo de R$ 1,669 bilhão.

A decisão traz um alívio para os reajustes deste ano. Sem esse novo aporte do Tesouro, que já estava previsto, os aumentos teriam um acréscimo de 4,6%, exclusivamente em função do déficit da CDE.

Em seu voto, o relator André Pipetone disse que a redução da CDE “mitiga substancialmente as dificuldades apontadas pelas distribuidoras” para fechar suas contas.

A transação também envolveu ajustes feitos pela estatal Eletrobras, que informou pequenas mudanças no déficit registrado em 2013 pelo fundo setorial. Ela é responsável pela gestão da CDE.

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