III Congresso dos Empregados da CELESC "O III. Congresso dos Empregdos da Celesc, que aconteceu de quinta-feira a sábado (5 a 7 de abril), no Hotel Canto da Ilha, em Florianópolis, terminou com uma certeza por parte dos …

III Congresso dos Empregados da CELESC

"O III. Congresso dos Empregdos da Celesc, que aconteceu de quinta-feira a sábado (5 a 7 de abril), no Hotel Canto da Ilha, em Florianópolis, terminou com uma certeza por parte dos trabalhadores que passam por um momento ímpar: eles reafirmaram a posição contrária à privatização e vão seguir mobilizados na busca de uma alternativa de gestão para a empresa. A nova legislação federal para o setor energético, decidida pelo órgão regulador (ANEEL), está levando a Celesc a se dividir em várias empresas, fato que é visto pelos empregados como um primeiro passo para a privatização.


Nos três dias de encontro, os empregados ouviram discursos políticos, econômicos e filosóficos. Em dois deles, conheceram duas propostas alternativas de gestão. O advogado paulista Claudineu de Melo defendeu a idéia do usufruto acionário parcial, um modelo de co-gestão onde os empregados ganham poder de voto. Melo é diretor da Associação Brasileira de Formação de Governantes, entidade que mantém a Escola de Governo, da qual é diretor.


Já o engenheiro paulista Vladimir Rioli acha que a saída para a Celsec passa pela adoção de um modelo de gestão participativa onde os empregados possam atuar em quatro níveis, a exemplo do que ocorre em cooperativas. De baixo para cima, eles contralariam a produção, participariam dos resultados financeiros e do capital e ainda ajudariam a definir os rumos da empresa. Rioli coordena hoje projetos para abertura de capital de empresas, reestruturação econômico-financeira e implantação de modelos alternativos de gestão.


O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, José Fernando Xavier Faraco, evitou falar em privatização. Ele insistiu que o mais importante agora para a Celesc é colocar em dia, já que há uma dívida de R$ 200 milhões a curto prazo e outra vencida de R$ 111 milhões. Depois seria fundamental o empenho na mudança do modelo de gestão. Para seguir a nova legislação energética, Faraco defende a proposta de transformar a Celesc numa holding, dividida em empresas de distribuição, geração e telecomunicações. Quanto à privatização, "acho que de tanto pensar nela, acaba-se perdendo o foco do negócio, que é, em primeiro lugar, sanear a empresa".

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