Há muita confusão sobre os efeitosda nacionalização do gás na Bolíviapara o consumidor. Já foi vistoaté aumento das vendas de botijão de gás para guardar estoque em casa.
O gás natural, que é importado da Bolívia, no entanto, não tem relação alguma com o de botijão (GLP), que é feito a partir do petróleo nas refinarias. Nas residências, o gás boliviano só é utilizado nas cidades onde há rede de distribuição do gás natural canalizado nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. É o caso da zona sul e outros bairros do Rio, p.ex.
Outra utilização que afeta diretamente a vida dos brasileiros é a dos automóveis. O gás boliviano é vendido nos postos de GNV (gás natural veicular). Com isso, apesar de a Petrobras garantir que não haverá falta ou aumento de preços, há muita preocupação entre os consumidores, principalmente taxistas, que investiram na adaptação dos veículos.
Especialistas dizem que o GNV continua sendo uma boa alternativa apesar de ter sofrido reajustes desde o ano passado. Segundo um engenheiro mecânico,na cidade, um carro com motor 1.8 roda, em média, 8 quilômetros com 1 litro de gasolina, 6 quilômetros com 1litro de álcool e, com o gás, o rendimento do carro é de 10 quilômetros por metro cúbico.
Por isso, diz o engenheiro e professor, que mesmo que o gás tenha um aumento de 50% ainda será vantajoso, desde que o motorista rode bastante.Quanto mais se roda, mais sensível é essa diferença – disse ele.
Para quem roda 200 quilômetros por dia paga a conversão, que custa R$ 3 mil em média, em apenas três meses, mas quanto menor a quilometragem rodada, maior o prazo para recuperar o investimento.
Além das residências e do GNV, algumas indústrias e usinas termelétricas também utilizam o combustível. Jornal Hoje/Globo Online/JC