O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Solíz Rada, disse que, se não houver um acordo em 60 dias sobre o preço do gás natural que será vendido à Petrobrás pela estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), o caso será levado a arbitragem internacional. Solíz disse que a posição do governo boliviano é de não postergar mais a decisão, mas, sim, de chegar a um acordo, de preferência pela via bilateral, antes de procurar a arbitragem, segundo informou a agência de notícias estatal da Bolívia, ABI. “Ou há um acordo bilateral em 60 dias ou haverá uma arbitragem, essa é a decisão do governo boliviano’, afirmou Solíz. O prazo de 60 dias foi estabelecido no dia 11, depois da rodada de negociações entre a Petrobrás e representantes do governo boliviano, realizada no Rio de Janeiro, segundo a ABI. As negociações serão retomadas em 14 de setembro, na Bolívia. O Brasil paga US$ 4 por milhão de BTUs (Britsh Termal Unit, medida de energia; cada BTU equivale a 26,8 metros cúbicos de gás) do gás boliviano desde julho, mas, desde o decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos, assinado pelo presidente Evo Morales, o governo boliviano quer elevar esse preço para US$ 7,50. (JB/AEPET) |