Opinião do leitor


PARA REFLEXÃO DE DANTAS E OUTROS NO BRASIL DESTE INICIO DE SÉCULO



Se é que os assustará…




Tenho dúvidas como traduziríamos “free-wheeling capitalist orgy”. Quem sabe, “A orgia capitalista em roda livre”. Como a roda do meu primeiro carro DKW brasileiro em 1958. Foi com esse conceito que uma matéria pinçada na internet começou, listando nove plutocratas americanos dos anos vinte. Eram prósperos como outros senhores contemporâneos de origem siciliana, calabresa e judaica que militavam, satisfeitos com a proibição alcoólica, em Chicago, New York e outras cidades menos badaladas naqueles felizes anos da fartura americana que crescia sem parar, salvo por alguns sustos financeiros e empresariais intermediários, desde do final da guerra civil.



Enfim, entre os que dominavam a orgia capitalista em roda livre figuravam os nove que se reuniram em 1923 no Edgewater Beach Hotel < />em Chicago. Pelo menos, sabemos que os senhores capos mencionados acima não foram convidados.


Vamos à lista, informando para cada um deles seu destino constatado 25 anos depois:



– Charles Schwab – presidente da maior indústria siderúrgica: morreu falido.



– Samuel Insull – presidente de holdings das maiores empresas de eletricidade, que a privataria brasileira dos anos noventa deveria eleger seu santo protetor: morreu pobre de infarto fulminante na França.



– Howard Hopson – presidente da maior empresa de gás: ficou louco.



– Arthur Cotton – o maior especulador no mercado de trigo: morreu no exterior insolvente.



– Richard Whitney – presidente na New York Stock Exchange: cumpriu pena em Sing Sing.



– Albert Fall – membro do gabinete do presidente dos E.U.A.: foi perdoado de seus mal feitos e morreu em casa.



– Leon Fraser – presidente do “Bank of International Settlements”: suicidou-se.



– Jesse Livermore – o maior “bear” de Wall Street: suicidou-se.



– Ivar Krueger – “ o infame “match king” de um vasto monopólio de “holdings”: suicidou-se”.



Nada mais a narrar…




Nota 1: “bear” – especuladores que apostam que o mercado de capitais vai cair. O oposto de “bull”



Nota 2 – “match-king” – refere-se ao sueco que criou um dos maiores monopólios de fósforos e, quando faliu, levou muita gente junto.




Olavo Cabral Ramos Filho


29/07/2008


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