CMSE: expectativa é chegar ao final de abril com 60% de água nos reservatórios do Sudeste

 



Comentário: As crises têm a vantagem de serem didáticas. O Brasil parece que é um daqueles alunos que não prestam muita atenção na aula. Basta ver que nem o racionamento de 2001 foi lição suficiente para mostrar que há problemas no modelo de mercado adotado no Brasil.

Diz a ata do CSME: Tendo em vista a capacidade cada vez menor dos reservatórios, por restrições socioambientais, e a incerteza do despacho eólico, devido a grande variabilidade dos ventos, torna-se relevante a utilização de usinas térmicas de base na matriz de energia elétrica brasileira”

 

1.      Não são as restrições ambientais que fazem a “capacidade cada vez menor” dos reservatórios. É a carga que aumentou e a modelagem de preços que permanece “sangrando” as hidráulicas.

2.      As eólicas ainda geram muito pouco para causarem algum efeito na quase-crise que estamos passando.

3.      Se a estratégia de despacho térmico for alterada para maior “despacho térmico na base”, os certificados de garantia física estão errados, pois foram calculados sob outra estratégia.

 

´Consequencias de um modelo que mimetiza sistemas térmicos, colocando um software de operação no centro do sistema comercial.



 

Ata da reunião de janeiro do órgão de monitoramento afirma que abastecimento está assegurado e que térmicas precisam ser despachadas na base do sistema 

Agência Canal Energia – 07/2

 

 

Divulgada nesta quinta-feira, 7 de fevereiro, a ata da penúltima reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, realizada no início de janeiro, aponta que a expectativa do governo para os reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste é que eles cheguem a 60% de seu armazenamento no final de abril, quando termina o período úmido. Atualmente, eles estão com 40% de sua capacidade.

 

A premissa tem como base a ocorrência de uma Energia Natural Afluente (ENA) de 80% da Média de Longo Termo (MLT) nos quatro primeiros anos deste ano. Além disso, a previsão considera que todas as térmicas continuarão despachadas e que a expansão da geração programada para ocorrer no primeiro quadrimestre de 2013 efetivamente acontecerá. Para o Nordeste, com ENA de 45% da MLT, a expectativa é que os reservatórios atinjam 50% de seu volume no mesmo período.

 

A ata do CMSE é sempre divulgada um mês após a realização da reunião, já que precisa ser aprovada no encontro subsequente. O Comitê esteve reunido em Brasília nesta última quarta-feira, 6 de fevereiro. Ao sair da sede do Ministério de Minas e Energia, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, afirmou que as termelétricas permanecerão ligadas até o final do período chuvoso.

 

Ainda segundo a ata, considerando a entrada do primeiro bipolo para as usinas de Santo Antônio e Jirau, para o período de maio a novembro de 2013, as condições de atendimento eletroenergéticas do Sistema Interligado Nacional também estão asseguradas.

 

Ficou registrado também a preocupação do órgão com relação à necessidade de despacho térmico na base. “Tendo em vista a capacidade cada vez menor dos reservatórios, por restrições socioambientais, e a incerteza do despacho eólico, devido a grande variabilidade dos ventos, torna-se relevante a utilização de usinas térmicas de base na matriz de energia elétrica brasileira”, diz trecho do documento.

 

 

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