Brasil sujando a matriz latinoamericana


NEGÓCIOS & CIA


Flávia Oliveira, O Globo, 23/10/09


•Em menos de uma década o Brasil estará mal na foto das emissões de gases do efeito estufa em relação a seus vizinhos latinos. Conhecido pela matriz energética predominantemente hídrica – portanto limpa – o país vão acelerar emissões de CO2 nos próximos anos, em razão da expansão de parque termelétrico (a gás, óleo e carvão). A conclusão está em estudo enconmendado por Bird, CAF e aCier às consultoras PSR (brasileira), Mercado Energético (argentina) e Synex (chilena). A idéia era avaliar chances de interconexões energéticas de 16 países da região, incluindo o México. Num trecho, os pesquisadores analisaram o impacto ambiental das matrizes. O Brasil é dos poucos que, entre 2013 e 2017, elevará o nível de emissões. Um retrocesso. Para tornar as nações comparáveis , os pesquisadores dividiram o total de emissões de CO2 pelo consumo de energia, explica o consultor Mario Veiga Pereira, da PSR: “O nível 400 equivale à emissão de uma térmica a gás natural. É como se Guatemala, El Salvador e Honduras fossem movidos a térmicas”. (veja quadro) Em dez países, a tendência é de queda ou estabilidade. O Brasil ficou no time dos que ampliarão emissões. “É resultado da contratação de dez mil megawatts de energia térmica. O país está na contramão, porque está sujando sua matriz, quando o planeta discute a limpeza”, resume Pereira.


É pena



EMISSÕES POR GWh*






































































2013


2017


Costa Rica


32


1,5


El Salvador


389


403


Guatemala


401


288


Honduras


367


382


Nicarágua


82


0,8


Panamá


208


168


Bolívia


250


251


Colombia


109


59


Equador


152


42


Perú


203


142


Argentina


227


268


BRASIL


61


79


Chile


425


375


Uruguai


37


80


Paraguai


0


0


*Toneladas de CO2 emitidas, divididas pelototaldeGWhconsumidos no país (demanda)


FONTE: PSR, Mercado Energético Consultores e Synex


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