Aumento tarifário de 12%

 

Comentário do ILUMINA: Este é o resultado de se editar, às pressas, sem transparência, sem debates, uma medida provisória que pode causar grandes apagões para os consumidores. Sem diagnóstico, o médico aplica qualquer remédio, inclusive os que podem matar. Afinal, o governo resolveu, por desespero, usar, mais uma vez, suas próprias empresas para tentar aplacar o “apetite” tarifário do modelo que já causou um racionamento e, mesmo assim, não foi reformado. Dêem uma olhada na tabela que acrescentamos depois do texto para se convencer que o governo não tem a mínima idéia dos fatores que causam o aumento tarifário.


Do G1 – 06/11 

 

BRASÍLIA — A conta dos consumidores da Light vai ficar mais cara em média 12,27% a partir de amanhã, dia 7. O aumento anual foi autorizado pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira. O reajuste para as residências (baixa tensão), que representam a maior parte dos clientes da empresa, ultrapassando 90% do total, será de 11,85%. O aumento para os consumidores de alta tensão (indústrias e shoppings) chegará a 13,20%. No ano passado, o aumento das residências foi de 8,04% já os reajustes dos consumidores de alta tensão chegaram a 7,36%.

 

O reajuste representa quase o dobro da inflação — o IPCA acumula alta de 5,28% no acumulado dos últimos 12 meses até setembro — e chegou bem antes da redução de cerca de 16% das tarifas de enegia residencial, prometida em setembro pela presidente Dilma Roussef para vigorar a partir do ano que vem.

 

E analistas, como Gabriel Salas, do banco JPMorgan, já afirmam que a queda nas contas de luz ficará inviável, porque nem todas as empresas de energia vão aceitar as condições do governo, para renovar as concessões e oferecer preços menores.

 

Do total da conta de luz da Light, segundo especialistas e também os diretores da Aneel, o que mais pesa no bolso do consumidor é a carga tributária, que representa cerca de 40% do total.

 

A Light presta serviço para 3,6 milhões de unidades consumidoras em 31 municípios da região metropolitana do Rio, incluindo a capital. Atende quase 7% do mercado de consumo total de energia do Brasil.

 

 

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