Dois destinos para a Eletrobrás

Brasil Econômico – 27/11

 

Há um grave problema de comunicação no governo sobre a situação da Eletrobras, mergulhada nas incertezas estabelecidas pela MP579, da redução de tarifas de energia. Se não bastasse os investidores do mercado financeiro darem sinal inequívoco de que não estão dispostos a acreditar em muito do que se tem dito e não pagar para ver os desdobramentos da MP, os comandantes da empreitada no setor pelo lado do governo estão ajudando a confundir um pouco mais. Leiam duas declarações sobre a Eletrobras dadas no mesmo dia — quinta-feira, 22. Com a palavra, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim: “Não passa pela nossa cabeça não ter a Eletrobrás com condições de atuar no setor elétrico. A gente nunca vai deixar a Eletrobrás perecer.” Quase on-line, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, declarava: “Não tem essa coisa de que o Tesouro Nacional vai por dinheiro. A Eletrobras não vai virar uma empresa dependente. O que ela vai fazer é buscar bons negócios e, com isso, atrair investidores.”Ou seja, há mais complicações do que apenas os dois sobrenomes.

 

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