
Comentário: Como já previmos aqui, a redução tarifária baseada em contabilidade criativa, transferências de recursos e políticas “tiro no pé” nas estatais, está indo para o vinagre. Infelizmente, tendo se transformado num barbante embaraçado, o setor é uma caixa preta para o consumidor. Se os jovens entendessem o que ocorreu, certamente a falsa redução seria parte da revolta.
Por Adriana Maciel, de Brasília – Jornal da Energia – 21/06
Crédito: Arquivo GTD
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quinta-feira (20/06), em reunião extraordinária, o índice final da revisão tarifária periódica da Copel Distribuição, que atende 4,1 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 393 municípios do Paraná. A Aneel definiu que o efeito médio a ser percebido pelo consumidor a partir da próxima segunda-feira (24/06) será de 14,61%, sendo para os de baixa tensão 14,42% e os de alta tensão 14,86%.
O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, explicou que o mix de compra de energia passa por uma fase de alta e que a tarifa é influenciada por questões esporádicas. Neste caso, o que mais pesou foi o preço da compra de energia. “No que mais impactou, oito pontos percentuais, diz respeito à compra de energia de um modo geral, aos custos de energia por contrato de disponibilidade térmica e Itaipu. Além da variação do dólar e com o valor do PLD em um patamar mais alto, precisamos colocar uma previsão mais alta do que será o custo para o próximo período”, disse Rufino em entrevista após a reunião.
Nesta quinta-feira, foi aprovado também o Reajuste Tarifário Anual de 2013 da Companhia Campolarguense de Energia (Cocel), que também passa a vigorar a partir do próximo dia 24 de junho. A distribuidora, que atende mais de 40 mil consumidores no município de Campo Largo, terá reajuste percebido pelo consumidor de 15,92% (efeito médio). O reajuste para os consumidores de baixa tensão ( < 2,3kV ) será de 14,07% e para os de alta tensão ( > 2,3kV ) de 17,64%.
Durante o debate, Rufino explicou que a Aneel não teria muito que fazer com relação ao aumento tarifário, afirmando que esta não é uma situação confortável. “Esperamos que o custo da energia desse ano não vai se repetir em outros anos. O normal é o custo da energia para o próximo período tarifário voltar para o patamar anterior, é o que esperamos”.
O processo de revisão tarifária periódica tem como principal objetivo analisar, após um período previamente definido no contrato de concessão (geralmente de quatro anos), o equilíbrio econômico-financeiro da concessão.