Comentário: O interessante é relacionar essa notícia com o discurso da FIESP que “comandou” a deflagração da MP579. As tarifas dos leilões de S. Antônio, Jirau, Teles Pires e Belo Monte foram os paradigmas para dizer que os preços das geradoras da Eletrobrás eram abusivos (ver slide). Como se esses preços tivessem sido definidos pela Eletrobras! Como se as 4 usinas paradigmas estivessem funcionando a plena carga! Como se não tivesse havido outros leilões onde resultaram preços de R$ 130/MWh em usinas que, ao contrário das “preferidas” da FIESP, já funcionam!
Mas, 99% das pessoas não entendem a confusão do setor elétrico e qualquer coisa que se diga serve para qualquer propósito.

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Por André Borges | De Brasília – Valor – 15/05/13
Construtoras de Belo Monte pedem reajuste de R$ 1 bilhão para obra
O consórcio construtor de Belo Monte, responsável por tocar as obras da usina hidrelétrica do Pará, tenta negociar um termo aditivo ao contrato assinado com o dono do empreendimento, o consórcio Norte Energia. Depois de seis meses de discussões, nada foi acertado. Os construtores cobram uma fatura extra de cerca de R$ 1 bilhão. Esse seria o primeiro aditivo ao contrato, que foi fechado em R$ 13,8 bilhões.
A pressão tende a aumentar. As reivindicações feitas pelas empreiteiras se baseiam, principalmente, nos custos extras que passaram a ter por conta da onda de paralisações enfrentada em quase dois anos de obra, além da concessão de benefícios e salários feita pelos construtores em acordos trabalhistas. Ao todo, Belo Monte soma 90 dias de paralisações. O maior interessado em executar a obra dentro do cronograma é o consórcio construtor, já que seu pagamento é feito de acordo com a entrega dos serviços. A cada etapa de trabalho concluída, a Norte Energia entra em campo, faz as medições e paga pela parcela executada. Como chove muito na região amazônica entre os meses de novembro e abril, a execução das obras pelas empreiteiras cai drasticamente e, com ela, os valores que entram no caixa.