Lula evita confronto e ainda tenta negociar com Bolívia
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o presidente boliviano, Evo Morales, e recebeu garantias de que não haverá interrupção no fornecimento de gás do país vizinho e que seus preços serão objeto de negociação. Lula, Morales e os presidentes Néstor Kirchner (Argentina) e Hugo Chávez (Venezuela) se reunirão na quinta-feira, em Foz do Iguaçu, para discutir a crise política provocada pela decisão boliviana de nacionalizar a produção de gás.
O presidente Lula passou o diaem uma reunião emergencial com ministros e o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli. Apesar da avaliação política de que a passividade diante da ação de Morales poderá estimulá-lo a tomar outras medidas, o governo preferiu “chancelar” a atitude. Pesou para a decisão a imagem cultivada pelo Brasil de líder sul-americano em busca de uma relação pacífica entre os países da região.
O Planalto divulgou nota afirmando que “o governo agirá com firmeza e tranqüilidade em todos os foros no sentido de preservar os interesses da Petrobras”, mas declarou que “a decisão do governo boliviano é reconhecida como ato inerente à sua soberania”. Brasília não conta com a possibilidade de um recuo de Morales. Prefere trabalhar com a negociação de preços durante o prazo de transição dos contratos.
A nacionalização do gás na Bolívia deve trazer explosão de preços, temem as empresas do setor. Desde agosto de 2005 o gás importado subiu 45% e um novo reajuste ocorrerá em 1º de julho. Um cenário mais radical, de interrupção do fornecimento, levaria à paralisação da produção de vários segmentos industriais, especialmente os de vidros e cerâmicas. As empresas não têm um plano B. Na indústria do vidro, teriam de converter seus fornos para uso de óleo combustível, uma operação cara e que levaria de três a seis meses para sua conclusão.
O presidente Lula passou o diaem uma reunião emergencial com ministros e o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli. Apesar da avaliação política de que a passividade diante da ação de Morales poderá estimulá-lo a tomar outras medidas, o governo preferiu “chancelar” a atitude. Pesou para a decisão a imagem cultivada pelo Brasil de líder sul-americano em busca de uma relação pacífica entre os países da região.
O Planalto divulgou nota afirmando que “o governo agirá com firmeza e tranqüilidade em todos os foros no sentido de preservar os interesses da Petrobras”, mas declarou que “a decisão do governo boliviano é reconhecida como ato inerente à sua soberania”. Brasília não conta com a possibilidade de um recuo de Morales. Prefere trabalhar com a negociação de preços durante o prazo de transição dos contratos.
A nacionalização do gás na Bolívia deve trazer explosão de preços, temem as empresas do setor. Desde agosto de 2005 o gás importado subiu 45% e um novo reajuste ocorrerá em 1º de julho. Um cenário mais radical, de interrupção do fornecimento, levaria à paralisação da produção de vários segmentos industriais, especialmente os de vidros e cerâmicas. As empresas não têm um plano B. Na indústria do vidro, teriam de converter seus fornos para uso de óleo combustível, uma operação cara e que levaria de três a seis meses para sua conclusão.
Valor ,Brasília, SP, Curitiba, P.Alegre, Florianópolis eRio
Comentário
Segundo a Petrobrás o consumo interno de gás, chegará em 2010 a 100 milhões de metros cúbicos por dia (hoje é de 45 milhões). Mesmo com a expansão da produção nacional,a dependência da Bolívia ainda será de 30% (hoje é de 50%).
O governo já cogita um plano de racionamento, com certa urgência, porque em curto prazo não é possível substituir o consumo do gás natural por outro energético.Pensa-se mesmo em importar gás de outros países, como os africanos por exemplo, na forma de GNL (líquido), o que exigirá a construção de plantas de regaseificação.