
Comentário: O ILUMINA lamenta que a greve se concentre apenas sobre a questão salarial. O conjunto de empresas da Eletrobrás vai dispensar cerca de 20% do seu quadro sem nenhum critério. Incentiva-se a saída independente da experiência acumulada ou função exercida. Tudo esse quadro em função da absurda e inédita medida provisória de redução tarifária às custas das empresas públicas. O ILUMINA esteve na AEEL por ocasião dos 30 anos da associação, fez uma palestra mostrando dados internacionais e a total falta de lógica da MP 579. Foram apresentadas as verdadeiras causas da explosão tarifária e os resultados pífios da intervenção. Infelizmente, compareceram às palestras apenas poucos funcionários (~ 30 pessoas).
Sente-se um clima misto de desânimo mas também de ilusão. Há grandes chances da derrocada da Eletrobrás impactar as contas das fundações que pagam os salários dos aposentados incentivados.
Folha de SP – 13/07
DO RIO – Em uma tentativa de pressionar a direção Eletrobras por uma proposta melhor de ajuste salarial, os empregados da empresa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira, disse o diretor da Aeel (Associação dos Empregados da Eletrobras) Emanuel Mendes Torres.
Em reunião realizada anteontem com a estatal, responsável pela maior parte da geração de energia do país e boa parte da transmissão, os empregados não aceitaram a oferta da Eletrobras de reposição da inflação pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), ou 6,88%.
Os empregados querem o reajuste medido pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico), de 11,18%. “Todas as assembleias aprovaram a greve. Não vamos render as equipes que estão nas usinas nem as equipes de manutenção”, disse Torres.
A Eletrobras informou ontem que 4.088 empregados, de um total de 27 mil, aderiram ao PID (Plano de Incentivo ao Desligamento) das empresas da holding, com exceção de Itaipu, que por ser binacional não participa do programa.