Greve na Eletrobras: Sem acordo, paralisação continua

Comentário: O ILUMINA sugere aos trabalhadores da Eletrobrás que apresentem às autoridades dados internacionais que mostrem que as tarifas definidas pela Lei 12783 de 2013 são ridiculamente baixas.

Basta acessar http://www.eia.gov/forecasts/aeo/electricity_generation.cfm para obter estimativas de custos de O&M para usinas NOVAS. A CHESF, por exemplo, vai ter que operar suas usinas antigas com menos de 1/3 desse valor. Com certeza é um recorde mundial….mas não para nos orgulharmos.

Apesar de ser um pouco tarde para essa argumentação, vale a pena mostrar o método destrutivo adotado para reduzir tarifas.

 




 

Por Adriana Maciel, de Brasília – Jornal da Energia – 22/07

 

Não houve acordo na reunião convocada pela direção da Eletrobras com os representantes dos trabalhadores, em greve desde a última segunda-feira (15/07). Participaram do encontro, realizado nesta sexta-feira (19), no Rio de Janeiro, o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), a Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia (Fenatema) e coordenadores das intersindicais.

 

“Eles mudaram a sistemática, estão querendo o acordo para dois anos. Mas não fecharam valor. Isso é um problemão porque não estava na pauta. É um problema que eles estão colocando na discussão. Agora, quanto a valores, não tem nada formalizado. Se não formalizarem uma proposta, os eletricitários da Fenatema entram em greve na terça-feira (23/07) por tempo indeterminado”, afirmou o presidente da Fenatema, Eduardo Annunciato, o “Chicão”.

 

A Fenatema, que é uma das representações dos trabalhadores das empresas Eletrobras, principalmente de Furnas, estava em greve apenas por 72 horas, que terminou na última quarta (17/07). Como as negociações não avançaram, os trabalhadores se juntarão à greve por tempo indeterminado com os funcionários da Eletrobras de todo o Brasil. Apenas a parte operacional e os trabalhadores de emergência estarão em atividade.

 

Na próxima segunda-feira (22/07), serão realizadas assembleias com os grevistas por todo o país para definir os rumos do movimento. “Terminou a reunião, a empresa avançou em vários pontos, mas não formalizou nenhuma proposta. Saímos daqui do mesmo tamanho que entramos”, finalizou o presidente da Federação.

 

Segundo os funcionários, a Eletrobras enfrenta problemas de caixa por decisões governamentais, como a Medida Provisória 579. Os representantes dos trabalhadores do setor afirmam que, desde que a lei garantiu a redução na conta de luz, os funcionários vêm arcando com o prejuízo. “O orçamento foi mexido por conta das MPs 577 e 579. Se o governo causou esse transtorno para o trabalhador, nós não vamos pagar duas vezes. Não vamos pagar o salário e a inflação”, ressaltou o presidente da Fenatema, após a reunião com o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, realizada na última quarta-feira, em Brasília.

 

Enquanto isso, o governo se mobiliza para atender o pleito dos trabalhadores. Segundo informações de uma fonte, que pediu para não ser identificada, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deve reunir-se com a ministra do Planejamento, Mirian Belchior, em busca de uma solução. Procurada pelo Jornal de Energia, a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento não confirmou a informação.

 

A possibilidade da realização do encontro entre os representantes das duas pastas, em busca de recursos para bancar o aumento real dos trabalhadores da Eletrobras, havia sido adiantada por Fernando Pereira, secretário de Energia da FNU, após rodada de negociações realizada na última quarta-feira (17).

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