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Térmica eleva em 80% reajuste |
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CELPE // Alto preço da energia elétrica produzida pela Termope foi responsável pela maior parte do aumento aplicado em Pernambuco
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A energia da Termope foi responsável por cerca de 80% do reajuste tarifário da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) este ano. Por causa da térmica, também pertencente ao grupo Neoenergia, os consumidores já estão devendo à distribuidora mais dois aumentos, de 7,42% cada um, a serem cobrados com juros e correção a partir de abril de 2007 e 2008. Não fosse essa energia, as tarifas subiriam apenas 4,1%.
Os cálculos são do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético (Ilumina/NE). Segundo um dos diretores da ONG, José Antônio Feijó, o alto preço da energia da Termope participa diretamente de 15,72% do aumento médio autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que foi de 19,82%, sendo portanto responsável por uma fatia de 79,31%.
O reajuste da Celpe está em vigor desde 29 de abril. “A nota técnica da Aneel não explica muita coisa e nós não tivemos acesso aos anexos, o que poderia esclarecer alguns pontos. Mas pelos elementos que foram disponibilizados podemos concluir que,mais uma vez, a Termope foi a grande vilã do aumento”, comenta Feijó.
O alto preço da energia comprada à Termope pela Celpe foi o pivô da polêmica em torno do reajuste de 34,11% concedido pela Aneel no ano passado, sendo 24,43% imediatos e o restante a ser parcelado em 2006, 2007 e 2008. Pesou o custo do megawatt-hora (MWh), de R$ 137,85, enquanto que a energia hidrelétrica vigente no mercado à época era de R$ 57,51/MWh.
“A substituição do contrato de fornecimento entre as duas empresas por compras nos leilões oficiais poderia ter reduzido o reajuste deste ano para, no máximo, 4,1%. Se a Aneel não estivesse tão empenhada em aceitar como normal o elevadíssimo nível de perdas da Celpe, de 27,20%, esse percentual poderia cair ainda mais, para cerca de 2%”, argumenta José Antônio Feijó.
Como o aumento efetivo para a população este ano foi de 4,65%, enquanto que as indústrias amargaram 16,66%, o movimento para derrubar o reajuste perdeu força. Enquanto isso, a discussão sobre a revisão tarifária de 2005 ainda arrasta-se na Justiça. Celpe e Aneel devem recorrer nos próximos dias ao Tribunal Regional Federal 5ªRegião (TRF/5ª), contra a decisão do juiz da 3ªVara Federal, Manoel Erhardt, que limitou o reajuste a 7,4%. A briga deve ir parar, novamente, no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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