Mudanças

 

Assistam o vídeo sobre “Gestão da Mudança” do “especialista” William Barreto sobre a questão e depois leiam os nossos comentários.

 



http://www.youtube.com/watch?v=_RSqipbvUz4&feature=youtu.be

 

 



Gestão de mudança? Poderia significar até uma empresa de caminhões de mudanças, mas, sob esse título genérico, está o triste caso do desmanche da Eletrobrás. Pior! Pago pela própria!

 

1.      Já que a meta é “conscientizar os empregados pela redução de custos, a primeira pergunta que surge é: quanto custou esse vídeo e essa consultoria para a empresa?

2.      Em segundo lugar, a tese da “ampulheta” é uma revoltante a tentativa de responsabilizar os funcionários por não terem “previsto” o que iria acontecer no futuro 2015 visualizado no vídeo. Tudo se passa como se não fosse responsabilidade do próprio governo, acionista majoritário da empresa!

3.      O Brasil é um país curioso. Quando interessa, a constituição é elevada ao status de escritura sagrada. Como se ela não tivesse enormes distorções e omissões. No caso das concessões, a carta de 88 colocou a exploração de potenciais hidroelétricos em pé de igualdade com outros serviços públicos de natureza totalmente distinta. Mais uma jabuticaba.

4.      Para capturar a vantagem de ativos amortizados, o método que o governo adotou é o pior possível. Licitações para trocar de concessionário? Quem seriam esses empresários? Que experiências teriam na tarefa? Conheceriam as usinas licitadas? Que critérios além da pífia tarifa seriam considerados? Qual a tarifa de Operação e Manutenção que será adotada? Os empresários privados já se conscientizaram que a empresa deles pode ser a Eletrobrás amanha?

5.      Por isso os Estados Unidos não têm na sua constituição tal disparate. Lá, só perde a concessão o concessionário que incorre em falha grave. Quem decide isso é o Federal Energy Regulatory Comission. A amortização é fiscalizada e devidamente considerada na tarifa. Por isso, vários estados americanos têm tarifas que valem a METADE da brasileira.

6.      No Brasil criou-se a usina ou linha “apêndice”. Não é ativo da empresa. Não participa dos custos da empresa a não ser o seu próprio. Qualquer modernização tem que ser solicitada ao poder concedente. Será que ainda dá para chamar a empresa de concessionária???

7.      Quanto às indenizações, basta adotar o custo de S. Antônio como paradigma, argumento que a FIESP usou para dizer que as usinas da Eletrobrás eram caras e o governo não se opôs. Fazendo as contas, os consumidores já tinham amortizado 80% das usinas da Eletrobrás em final de concessão. Mas, o governo queria mais! Se a própria usina de Sto Antônio fosse julgada sob a filosofia do Valor Novo de Reposição, nem seria construída.

8.      A forma autoritária e voluntariosa de anunciar uma redução tarifária sem fazer as contas, exigiu sacrifícios absurdos da Eletrobrás. Hoje, temos mais uma jabuticaba. Usinas “produzindo! MWh por R$ 6!!

 

Detalhe: Colocando-se William Barreto no GOOGLE, descobre-se uma tal de Draw Soluções, cuja página na internet não existe mais.

 

O que é a figura acima? As taxas de Retorno sobre Patrimônio adotadas em empresas americanas. Lá é quase impossível se ver exemplos de ROE de 40%, como se já viu aqui.

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