Pedida prisão preventiva de ativistas do Xingú

Policia Civil do Pará pede a prisão de 11 ativistas do Xingú

 

A Polícia Civil pediu à Justiça do Pará a prisão preventiva de 11 ativistas do “Movimento Xingú Vivo para Sempre” que participaram do evento “Xingu+23” protestando contra a construção da UH Belo Monte.

A acusação é a de terem participado de delitos como, roubo, incêndio, danos diversos, perturbação da ordem pública e formação de quadrilha. O Movimento informa que os acusados são integrantes ativos em defesa dos moradores afetados pela usina, entre eles um padre, uma freira, missionários indigenistas, um pescador e até um jornalista de São Paulo que documenta o movimento. A área jurídica do movimento vai encaminhar um documento à ONU e à OEA denunciando  a tentaviva de criminalização dos ativistas e informando que não existe nenhuma prova documental que comprove a acusação.

Os diretores da Norte Energia, consórcio responsável pela obra da usina hidrelétrica, e os líderes do movimento Xingú Vivo têm reunião marcada para o dia 28, quinta-feira, onde discutirão a pauta de reivindicações elaborada pelos indígenas. O consórcio deverá dar uma resposta aos pedidos do grupo das etnias arara, xikrin e juruna, que ocupou parte dos canteiros de obras, no Sitio Pimental.

O movimento reivindica o cumprimento dos condicionantes para a obra, determinados pelo IBAMA quando da liberação das licenças prévia (LP) e de instalação (LI) da obra da usina Belo Monte.

Os índios entregaram também uma longa lista de compensações da qual constam tratores, barcos, ambulâncias, picapes, demarcação de terras indígenas, construção de casas com luz elétrica do programa “Luz para Todos”, escolas e estradas até as aldeias em substituição às vias fluviais que não podem mais ser utilizadas.

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