Privatização da Transmissão Paulista

Transmissão Paulista: edital de privatização já está disponível
Estado colocará 50,1% do capital social da estatal à venda no dia 28 de junho, na Bovespa


Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Negócios


O edital do leilão de 50,1% do capital social da Transmissão Paulista foi disponibilizado nesta quinta-feira, 25 de maio, no site da Cesp (www.cesp.com.br). O governo paulista colocará à venda no dia 28 de junho, às 10 horas, mais de 31,341 bilhões de ações ordinárias em lote único. A expectativa do estado é arrecada pelo menos R$ 755,6 milhões ao preço mínimo de R$ 24,11 por lote de mil ações ON. A licitação ocorrerá na Bolsa de Valores de São Paulo.


Segundo o edital, os funcionários da empresa poderão adquir mais de 14,9 bilhões de ações, sendo 1,6 bilhão ao preço de R$ 12,05 por mil ações ON com deságio de 50%, em relação ao preço mínimo. O deságio será compensado pelos novos controladores, que terão que pagar R$ 19,357 milhões além da oferta pelo controle acionário. Os empregados comprarão o restante divido em 6 bilhões de ações preferenciais e 7,311 bilhões de ações PN pelo preço mínimo.


O preço mínimo de R$ 24,11 por lote de mil ações ON, de acordo com o edital,levou em conta a diferença entre os valores desembolsados pela Transmissão Paulista para o pagamento de benefícios de complementação de aposentadorias e pensão aos seus ex-empregados e aos inativos da Cesp.


Pelas regras do edital, as estatais e distribuidoras de energia não poderão participar do leilão. Os fundos de pensões estatais e privados poderão participar obedecendo as restrições impostas no manual. As empresas pré-qualificadas serão conhecidas no dia 22 de junho. Os pré-qualificados terão que apresentar garantias financeiras de R$ 7,556 milhões até às 18 horas do dia 27 de junho.


COMENTÁRIO:


Mais uma vez o Tucanato demonstra, e põe em pratica, sua preferência filosófica pela teoria do “Estado Mínimo”, ou seja, a menor interferência possível do Estado em questões ligadas à infra-estrutura.


Os investidores privados estão ávidos pela saída completa da presença do Estado Brasileiro dos investimentos do setor elétrico nacional. Eles estão torcendo pelo retorno da política de privatizações. Afinal de contas qual capitalista não gostaria de monopolizar um bem essencial à vida humana como é o caso da energia elétrica?


O discurso dos investidores privados é sempre o mesmo: a população brasileira prefere que o Estado apenas interfira na geração de empregos, saúde, educação e segurança pública. Deixando os investimentos em infra-estrutura (energia elétrica) apenas para os investidores privados. O que eles esquecem de dizer é que todos esses fatores listados estão fortemente ligados com o crescimento do país, que por sua vez, depende do setor energético nacional para obterem sucesso.


Deixar os investimentos no setor elétrico exclusivamente na mão dos investidores privados é uma situação tão arriscada quanto importar na sua plenitude nossas necessidades energéticas de países vizinhos (vide o recente problema com a Bolívia).


Energia é um bem essencial à vida humana e o acesso a ela tem que ser uma obrigação do ESTADO BRASILEIRO!!!


Obviamente a presença de qualquer investimento (até mesmo privado) é importante e bem vindo, porém sempre com um controle rígido do ESTADO.


Enfim, a sociedade brasileira agradece os investimentos das empresas estatais, cumprindo um papel importante como indutoras do crescimento econômico, distribuição de renda (através dos programas governamentais) e desenvolvimento tecnológico / industrial.



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