Procon vai multar Light em R$2,3 milhões por interrupção no fornecimento de energia

 



Comentário: Há um enorme equívoco sobre a responsabilidade do monitoramento de árvores que, na maioria das vezes, são as responsáveis pelos apagões e pelo “piques de luz”. A COMLURB, responsável pela poda, não tem conhecimento técnico para cortar galhos junto a linhas energizadas. É muito comum ver galhos extremamente próximos a postes com transformadores no Rio de Janeiro. Além disso, a rede de distribuição é um ativo da concessionária e não há sentido algum a empresa desprezar esses possíveis acidentes.

A legislação do setor precisa mudar para reconhecer que, se o kWh não tem a confiabilidade contratada, tem que ser mais barato. Portanto, a melhor “multa” seria rebaixar as tarifas das áreas que sofrem esses apagões. Ela só seria revista após solucionado definitivamente o problema.



 

Cerca de 180 mil pessoas ficaram sem energia; Light diz que evento foi atípico – Jornal da Energia 08/05

 

Da redação, com informações da Agência Brasil

 

O Procon do Rio de Janeiro, coordenado pela Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor da prefeitura, anunciou que vai multar a Ligth em cerca de R$ 2,3 milhões pela queda no fornecimento que atingiu cerca de 180 mil pessoas em 17 bairros da cidade. A falha na transmissão de energia elétrica começou na manhã de segunda-feira (6), quando uma forte chuva seguida de rajadas de vento atingiu a cidade.

 

De acordo com a secretária municipal de Defesa do Consumidor, Solange Amaral, além da multa, o órgão vai propor uma ação civil ao Ministério Público para que o caso seja investigado. Segundo ela, a autuação “demonstra a incompetência (da Light) pra cumprir com suas obrigações de concessionária”, disse. Na terça-feira (7) cerca de 10 mil consumidores ainda estavam sem energia, incluindo casos não relacionados ao temporal.

 

A secretária disse ainda que a autuação foi por fatores como a interrupção da transmissão e a demora na correção do problema. “O Artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor é muito claro, ele estabelece que é competência da concessionária a indenização e a reparação de danos por qualquer interrupção total ou parcial no fornecimento”, explicou.

 

Segundo a Light, a queda de energia foi a mais grave desde 2007. Para o diretor de distribuição da concessionária, José Roberto Castro, o evento foi “muito atípico”. “A chuva nos pegou de surpresa. As ocorrências foram extremamente graves, e 70% delas foram de rompimento de condutor, quando o cabo cai causando riscos à segurança”.

 

Castro disse ainda que a ocorrência não está relacionada à falta de investimentos na rede elétrica da companhia ou a falhas operacionais. De acordo com ele, são feitos investimentos de R$ 700 milhões por ano na distribuição e renovação da rede da Light.

 

A companhia colocou 160 equipes nas ruas para atender às emergências. Em nota distribuída no final da tarde, a Light informou que a situação já está normalizada e o fornecimento de energia elétrica restabelecido.

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