Brasileiro vê chance de racionamento de energia ainda neste ano – Valor

Comentário: A pesquisa mostra que o consumidor não está satisfeito com os serviços de fornecimento de energia. Fazendo uma analogia com a telefonia, imagina ser possível trocar de fornecedor. Isso mostra como o público em geral está desinformado sobre as diferenças entre os dois serviços.

  • Em primeiro lugar, a distribuição de energia é um monopólio. Não há como um morador da cidade do Rio de Janeiro deixar de ser cliente da Light.
  • Se a preocupação é com a confiabilidade do serviço, há também uma ilusão. Nós todos somos clientes de um mesmo sistema interligado e, caso ocorra um apagão de grandes proporções, todos serão afetados.
  • Restaria a questão do preço. Se todos os clientes pudessem escolher qual o gerador fornece a sua energia repassada pela sua distribuidora, poderia haver alguma diferença. Mas, quando o sistema está em equilíbrio entre oferta e demanda (situação não verificada agora), o peso da energia na tarifa gira no entorno de 30%. Portanto, um desconto de 10% nesse item resultaria numa redução de apenas 3% na tarifa final. É bom esclarecer.

O interessante nessa discussão sobre a tarifa brasileira é que a carga tributária que incide sobre esse serviço permanece assistindo “de camarote” toda a celeuma.


 

Por Camilla Veras Mota | Valor

 

SÃO PAULO  –  Três em cada quatro brasileiros temem que haja necessidade de racionamento de energia ainda em 2014, aponta pesquisa do Ibope realizada a pedido da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

De acordo com a versão parcial do estudo, entregue em evento promovido pela associação em São Paulo, 88% dos mais de dois mil entrevistados disseram apoiar uma campanha imediata de conservação de energia e quase 80% afirmaram que gostariam de ter a possibilidade gerar eletricidade em suas residências, por meio de placas fotovoltaicas ou de equipamentos eólicos.

No levantamento realizado entre 17 e 22 de junho, 66% dos entrevistados manifestaram o desejo de que a conta de luz também estivesse sujeita à portabilidade, como já acontece no setor de telefonia, motivados pela possibilidade de redução dos preços das tarifas. Do total, 57% estariam dispostos a realizar a troca imediatamente.

(Camilla Veras Mota | Valor)

 

 

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