Empresa precisa reequilibrar as contas, diz presidente da Eletrobras – Valor

Comentário: O ILUMINA considera a declaração do presidente da Eletrobras uma obviedade.

É evidente que o custo de O&M das usinas e linhas ainda controladas pelas empresas é superior ao custo de O&M arbitrado pela Lei 12.783/2013. Afinal, como já mostramos muitas vezes, não há no planeta energia tão “gratuita” quanto a das usinas onde a Eletrobras é mera “administradora” de O&M. Claro! O princípio ainda vigente nas usinas e linhas não atingidas pela MP579 é o da concessão de exploração sob o regime de produção independente.

A média dos preços da energia gratuita da lei 12.783 na Eletrobras é de R$ 7,67/MWh.

Há algo grave e está apenas sendo sutilmente dito.  A empresa está sendo obrigada a dispender recursos nos ativos atingidos pela MP 579 sem garantia de remuneração! Isso já foi declarado pelo diretor financeiro da empresa na apresentação dos resultados do segundo trimestre, mas, infelizmente, esta apresentação foi retirada do site da empresa. 


 

Por Rodrigo Polito | Valor

RIO  –  O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, afirmou que o custo de operação e manutenção (O&M) das empresas de geração e transmissão controladas pela estatal é superior à receita das usinas e linhas de transmissão que tiveram a concessão renovada no âmbito da Medida Provisória 579/2012 (transformada na Lei 12.783/2013). Ele admitiu que a companhia precisa reequilibrar as contas.

“O nosso custo de operação e manutenção das empresas de geração e transmissão está superior aos valores que a Aneel [Agência Reguladora de Energia Elétrica] reconheceu no cálculo da receita de geração e receita de transmissão para a operação das instalações das concessões que foram vencidas. Então nós precisamos fazer esse reequilíbrio”, disse o executivo, em entrevista à “TV Chesf”, canal criado no Youtube pela subsidiária da estatal.

Na entrevista, Costa Neto admitiu que a MP 579, embora tenha tido a motivação de reduzir o custo da energia e aumentar a competitividade do país, “impactou o setor elétrico, mais especificamente o sistema Eletrobras”.

Desde a adesão da Eletrobras ao programa de renovação antecipada das concessões, no âmbito da MP579/2012, a companhia tem colecionado resultados negativos. Em 2012, a empresa registrou prejuízo de R$ 6,9 bilhões. No ano passado, o prejuízo foi de R$ 6,2 bilhões. No terceiro trimestre deste ano, a empresa reportou prejuízo de R$ 2,7 bilhões.

“Temos que balancear o nosso custo operacional com aquela receita que a Aneel nos garante e, ao mesmo tempo, temos que ter a rentabilidade devida nos novos investimentos”, completou o executivo. A companhia prevê investir R$ 60,8 bilhões no período entre 2014 e 2018.

 

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