Como anunciamos, o Ilumina foi convidado a “DEBATER A SITUAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO NACIONAL” na Câmara dos Deputados. O evento de iniciativa do Deputado Renato Molling (PP/RS) ocorreu no dia 10 de setembro, quinta-feira, às 10h, no Plenário 5, Anexo II.

Entretanto, como se pode ver na foto tirada do lugar do Ilumina, o plenário estava vazio de deputados. As 3 pessoas na primeira fila são o professor Ildo Sauer da USP, o Sr. Paulo Pedrosa da ABRACE, e a Sra Mariana Amin da ANACE, também depoentes. Nesse momento, na mesa, além do ILUMINA, estavam o Dr. Luiz Pinguelli Rosa (COPPE) e Altino Ventura (MME).
As pessoas ao fundo da sala são assessores e funcionários da Câmara. A imprensa também não esteve presente.
Estavam convidados o Sr. Mauricio Tolmasquim (EPE) e o Sr. Romeu Rufino (ANEEL) que, evidentemente, não foram.
Devemos louvar a iniciativa do Deputado Renato até porque a questão energética está se transformando num entrave ao desenvolvimento e à indústria e não apenas um problema do Ministério de Minas e Energia. Mas a experiência só reforça a sensação de uma violenta e profunda crise institucional. A comissão estava vazia, pois a crise política exigia presença dos deputados no plenário.
Os relatos do Dr. Paulo Pedrosa e da Dra. Mariana Amim avigoraram a sensação de uma crise sem precedentes e de difícil solução. Fizeram severas críticas ao fato de que as empresas contratam energia a um certo valor, mas o custo é muito maior tal a quantidade de encargos assumidos. Alguns deles se referem à fragilidade do conceito de “garantia física” do contrato que exige a contratação “por fora” de energia de reserva. Certamente a questão energética é parte ativa na desindustrialização brasileira que nos joga de volta a 40 anos no passado.
A nossa participação simplesmente mostrou dados do setor que falam por si. Explosão das tarifas, um mercado livre cujos preços variam 7.000 %, déficits hídricos bilionários não compensados por superávits, destruição inútil de valor pela MP 579, a verdade hidrológica e os esqueletos bilionários que ainda virão cair nas contas dos consumidores. Achamos que em 15 minutos seria mais interessante mostrar os sintomas da gravidade da situação do que tentar fornecer um diagnóstico para uma possível plateia que não conhece a complexa situação em que nos metemos nos últimos 20 anos. Abaixo, parte dos esqueletos que ainda sairão do armário.

Se o setor elétrico fosse uma pessoa, seria como se chegasse a uma emergência hospitalar, declarasse sua grave enfermidade contagiosa e não pudesse ser atendido, pois, como nos hospitais públicos, todos os outros setores também estavam na emergência.