Análise do Ilumina: A crise política está colocando em segundo plano um grande problema no nosso setor elétrico. Apesar da pouca chance de chamar a atenção, o ILUMINA vai tentar:
Reparem na frase do representante da ABRACELL (comercializadores) na reportagem abaixo: “O preço é volátil porque varia com as chuvas, e os reservatórios estão cheios”, diz Reginaldo de Medeiros, da entidade de comercializadores de energia livre.
Ora, o gráfico mostra que o PLD (preço de referência para negociação dos contratos), se aproxima do nível mínimo de R$ 30/MWh.
- R$ 30/MWh significa aproximadamente US$ 7/MWh.
- O ILUMINA desafia a qualquer representante do governo ou de agentes do mercado a apontar uma ocorrência similar em qualquer mercado de energia do planeta.
- A volatilidade registrada no mercado brasileiro (preço máximo/preço mínimo) está na ordem de 2.000 % depois de adotado o limite artificial de R$ 388/MWh, mas já atingiu 7.000%!!
- O ILUMINA desafia a qualquer representante do governo ou de agentes do mercado a apontar uma ocorrência similar em qualquer mercado de energia do planeta.
- Quando a volatilidade joga o preço para valores altos, o que que se verifica é a inadimplência. Quando a volatilidade joga o preço para valores mínimos, observam-se um aumento de contratos mensais.
- A não ser que hajam investidores que gostem de risco, essa migração pode significar uma diminuição de investimentos.
- Ao contrário das afirmações oficiais, apesar da queda de demanda, a energia reservada na soma dos reservatórios equivale a aproximadamente 2 meses de consumo.
- Isso se deve à óbvia superavaliação das “garantias físicas” que não são revistas, apesar de todos os indícios.
Importante: O ILUMINA não culpa os agentes por possíveis comportamentos especulativos no mercado. Na realidade, o sistema tem viés convidativo à especulação e pode gerar muitas “Bolsas MW” à custa dos consumidores cativos, que não podem se beneficiar desses preços irrisórios.
IMPORTANTÍSSIMO: Tal comportamento sempre foi completamente conhecido dos técnicos do setor.
21/03/2016
Nos próximos seis meses, 878 empresas devem aderir ao mercado livre de energia, em que grandes consumidores, como fábricas e shoppings, podem escolher o fornecedor de luz e acertar o preço em uma negociação.
Hoje, há 1.929 clientes dessa modalidade. As empresas que já assinaram contratos e se preparam para mudar nos próximos meses representam um aumento de 45%.
É uma migração recorde, diz Rui Altieri Silva presidente do conselho da CCEE (câmara de comercialização). “Começou no último trimestre de 2015 e acentuou-se bastante neste começo de ano.”
A diferença dos preços nos mercados livre e cativo explica a mudança.
Os contratos entre fornecedores e clientes que podem negociar giram em torno de R$ 65 por MWh -a esse valor, somam-se cerca de 20% pela distribuição e impostos.
Nas distribuidoras, o valor médio do preço era de R$ 390 em dezembro, que é o dado mais recente da Aneel.
A diferença é a mais alta da história, diz Joisa Dutra, diretora do centro de regulação em infraestrutura da FGV.
“As distribuidoras do mercado regulado se endividaram depois da tentativa do governo de baixar as tarifas. Em 2015, o então ministro Joaquim Levy parou de segurar a tarifa para conter a inflação. Não há por que diminuir.”
No mercado livre, a recessão derrubou a demanda de grandes consumidores e criou sobreoferta de energia.
“O preço é volátil porque varia com as chuvas, e os reservatórios estão cheios”, diz Reginaldo de Medeiros, da entidade de comercializadores de energia livre.