Análise do ILUMINA: Basta ler a notícia rapidamente prestando atenção nos trechos em negrito para se indignar. Nunca é demais repetir verdades que já demonstramos através de dados oficiais.
- A Eletrobras tem aproximadamente 13 GW de usinas atingidas pela intervenção artificial para redução tarifária através da lei 12.783/2013.
- Esses ativos deixaram de ser propriedade da empresa e passaram a ser apenas administradas por operação e manutenção.
- A energia é cedida às distribuidoras por preços irrisórios recordes em valores médios inferiores a US$ 5/MWh, inexistentes em nenhum sistema energético mundial.
- O sistema de transmissão atingido pela mesma lei representa mais de 75% do sistema atual provocando a mesma bizarra situação de sub remuneração. Basta dizer que, num país de dimensões continentais, hoje o percentual de custo de transmissão numa conta do consumidor cativo não ultrapassa 2%.
- Apesar de toda essa absurda sub remuneração da Eletrobras, a tarifa brasileira já atinge valores de R$ 800/MWh. Mesmo com as correções acima da inflação do salário mínimo, o Brasil é o líder mundial em número de horas trabalhadas para “adquirir” 1 MWh. http://ilumina.org.br/salario-minimo-mwh-maximo/
- Isso significa que a política adotada pelo atual governo despreza as verdadeiras razões do aumento de tarifa e prefere usar as empresas estatais para uma política suicida.
- A empresa apresentou um prejuízo de R$ 14,3 bilhões e hoje vale menos de 30% do que valia antes da intervenção.
Mesmo sob esse quadro aterrador para qualquer empresa pública, a Eletrobras ainda será ainda mais sangrada, pois, como se revela agora, a participação do capital privado exige sempre risco zero, e o governo atende prontamente o pleito. Ao invés de estarmos discutindo o impeachment da presidente baseado em questões contábeis, o absurdo e voluntarioso ato que destrói uma empresa pública fica esquecido.
MACHADO DA COSTA
Prevista para esta quinta-feira (14), a reunião dos acionistas de Belo Monte, marcada para encontrar maneiras de forçar a Eletrobras a comprar a energia excedente da usina hidrelétrica, foi cancelada. Os acionistas da Norte Energia, concessionária de Belo Monte, devem marcar uma nova data.
Conforme a Folha revelou, um contrato entre a Eletrobras e a Norte Energia prevê a preferência de compra e venda caso a concessionária não consiga vender essa sobra (que representa 20% do total da energia) para o mercado livre –segmento em que as empresas compram e vendem eletricidade diretamente, sem a necessidade de leilões.
O custo dessa operação para a Eletrobras pode chegar a R$ 1,2 bilhão por ano até o final da concessão, em 2045.
Consta no acordo, firmado em 13 de abril de 2011, que a Eletrobras se compromete a comprar a energia por R$ 130 por megawatt-hora, cerca de 65% acima do que foi negociado à época do leilão, em 2010.
Hoje, esse valor está próximo de R$ 180 por MWh, devido à correção pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), prevista no acordo.
Essa preferência, no entanto, só pode ser exercida pela Norte Energia desde que a Eletrobras seja notificada com 180 dias de antecedência e desde que a usina não entrado em operação comercial da usina.
Atualmente, nenhuma turbina entrou em operação comercial, mas apenas na chamada “pré-operação comercial”. Nessa fase, uma das etapas de teste, a empresa gera energia e é paga por isso, mas não tem validade para o cumprimento dos contratos de fornecimento.
4 respostas
Eng. Renato Queiroz:
Sua sugestão sobre transparência na escolha de conselhos e diretorias é até risível na véspera do golpe que levará
a gestão do estado ao mais profundo e negro poço do pensamento de direita do desprezo pela soberania e pela institucionalização do complexo de cachorro vira latas.
Olavo, o que destruiu a ELETROBRAS e a PETROBRAS não foi o “profundo e negro poço do pensamento de direita” mas a incompetência e a corrupção promovidos e bem aproveitados pelo PT et caterva, com a anuência e aproveitamento de Sindicatos e sindicalistas, todos que se dizem de “esquerda”, enquanto nós, que nos dizemos de esquerda, trabalhamos (os que tem a felicidade de ter um emprego) e sustentamos estes, que, repito, DESTUIRAM a ELETROBRAS e a PETROBRAS.
O Estado Brasileiro precisa ser bem gerido para ser um indutor de investimentos privados. No caso do setor elétrico é necessário fortalecer o Grupo Eletrobrás para voltar a ter esse papel.E os contratos para as parcerias devem ser transparentes bem como a escolha dos membros dos Conselhos e das Diretorias .Quem sabe que a crise politica cria um alerta nesse sentido.Uma reforma dos fundamentos técnicos do modelo é de grande urgência e uma discussão do papel das Estatais do setor elétrico.
É estarrecedor!
As “otoridades” elétricas deliciam-se com o uso do dinheiro público para atender seus objetivos inconfessáveis, destroçando o sistema elétrico construído por gerações de brasileiros.
Haja lava-jato….