Jornal do Commercio 15/07/99
Gás da Bolívia gera 3 usinas térmicas em SP Protocolos serão assinados hoje
Os protocolos para a implantação, em São Paulo, de três usinas térmicas, que utilizarão gás da Bolívia para gerar energia, serão assinados hoje, no Palácio dos Bandeirantes. Uma das termelétricas, a de Paulínia, na região da Grande Campinas, terá 1.300 megawatts de potência, tendo dois módulos de 650 megawatts cada um. A informação é do secretário Nacional de Energia, Benedito Carraro. Os investimentos nas três usinas serão superiores a US$ 1,2 bilhão. As outras duas usinas são a de Santa Branca, no Vale do Paraíba, que terá capacidade para gerar mil megawatts; e a outra em Cubatão, com 900 megawatts de potência.
Para a implantação destas usinas termelétricas foram feitas várias associações entre empresas, com as negociações sendo efetivadas há mais de ano. Por exemplo, no caso da térmica de Paulínia, inicialmente ela seria construída pelo consórcio formado por Odebrecht, Ultra, Cesp e Petrobras.
Agora o consórcio foi ampliado, ficando constituído por Odebrecht, Ultra, Cesp, Petrobras, Flórida Power, General Electric, VBC, Shell e Rhodia.
A usina de Santa Branca tem como empresas formadoras do consórcio a Agência de Desenvolvimento do Tietê/Paraná; a Light e a Eletropaulo, criando a Eletroger. A de Cubatão, no litoral, tem como sócios a Sithe americana e a Petrobras. São 3,2 mil megawatts que deverão estar à disposição dos consumidores em dois anos e meio, o tempo suficiente para se implantar as termelétricas.
O secretário de Energia do Estado, Mauro Arce, espera anunciar em poucos dias, também, a data da assinatura dos protocolos para a implantação de quatro termelétricas na região industrial do ABC, que vão gerar um total de 2 mil megawatts.