Afinal, há crise ou não? Tourinho anuncia novas medidas para ampliar oferta de energia Brasília, 30/8/2000 – O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, anunciou hoje, durante a cerimônia de implanta&cce …

Afinal, há crise ou não?


Tourinho anuncia novas medidas para ampliar oferta de energia

Brasília, 30/8/2000 – O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, anunciou hoje, durante a cerimônia de implantação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), duas medidas com o objetivo de facilitar e ampliar a oferta de energia no país. Tourinho afirmou que a portaria 314 do seu ministério, que trata da co-geração de energia elétrica, será modificada. O programa de co-geração de energia com gás natural passará a ser permanente. Isto quer dizer que o prazo anteriormente fixado para apresentação de projetos afins, dia 25 de outubro, será abolido. Tourinho também afirmou que serão adotados processos simplificados para a aprovação de projetos de co-geração pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e para a contratação do gás da Petrobras e distribuidoras.


O ministro anunciou o lançamento do programa de pequenas centrais hidrelétricas, que receberá financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Eletrobrás terá o compromisso de comprar a energia gerada. Inicialmente, a empresa garantirá a compra de 1.200 megawatts, o que corresponde a 10% da energia gerada pela Usina de Itaipu. Atualmente, são consideradas pequenas centrais hidrelétricas as usinas com capacidade de geração de até 30 megawatts. O programa anunciado por Tourinho deverá ampliar para 50 megawatts a classificação. Segundo assessores do ministro, isto seria uma maneira de possibilitar que os produtores possam vender a energia que produzem no Mercado Atacadista de Energia (MAE). Hoje em dia, só podem participar do MAE, empresas que produzem acima de 50 megawatts. Fonte: JB Online (Luiz Gustavo Rabelo)







O Ministro é especialistas em declarações otimistas quanto à situação do abastecimento. Ao mesmo tempo anuncia quase todo dia, novas medidas para ampliar a oferta.


Não conseguimos entender! Para que tanta oferta se não há problemas?


Na realidade o desespero bate à porta do Ministério, pois nenhuma medida adotada muda o desinteresse privado em investir na expansão.


Numa contra-mão da filosofia neo-liberal de mercado obriga a Eletrobrás a garantir a compra de energia de todo mundo. Como é fácil ser capitalista no Brasil!



Sobra de energia do Sul não tem como chegar ao Sudeste

São Paulo, 30 – Sobra capacidade de produção de energia elétrica no Sul, mas falta capacidade de transmissão para que ela seja distribuída à Região Sudeste, onde a demanda é maior e os

reservatórios estão baixos. A Gerasul, por exemplo, está jogando fora a água dos reservatórios de suas usinas, sem transformá-la em energia. Pelo mesmo motivo, a importação de energia da

Argentina pela espanhola Endesa foi interrompida. O excesso de oferta derrubou o preço da energia no mercado spot em 98,3% – de R$ 176 o megawatt/hora em setembro para apenas R$ 3 agora.

O presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Mário Santos, admite a falha e diz que o problema está sendo discutido nas reuniões do comitê executivo do Mercado Atacadista de Energia.

"No Sul, os reservatórios estão com 94% da sua capacidade", diz. A previsão para o Sudeste é que em dezembro a capacidade dos reservatórios locais chegue a apenas 15%. As geradoras do Sul

pediram à Agência Nacional de Energia Elétrica a transformação do mercado elétrico nacional em um único, sem subdivisões.

Fonte: Valor Online (Leila Coimbra)





Enquanto isso, a confusão no MAE evidencia a total falta de planejamento do setor.


Será que não tem ninguem nesse governo que entenda que o reforço de transmissão do link sul-sudeste é a melhor obra de "geração de energia"?


Será que nem assim aprendem que não dá para separar a transmissão da geração em sistemas hidroelétricos com diversidade hidrológica?


A sugestão das geradoras do Sul , se for aceita, implodirá de vez esse Mercado Atacadista. Talvez seja bom mesmo!










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