JB 1/9/98 Light diz que verão não terá apagão Se depender da Light, o próximo verão não terá falta de energia, mesmo que o calor pós-El Niño se repita.Graças a inv …

JB 1/9/98

Light diz que verão não terá apagão

Se depender da Light, o próximo verão não terá falta de energia, mesmo que o calor pós-El Niño se repita.Graças a investimentos de R$ 415 milhões, parte dos quais destinada à inauguração, até dezembro, de cinco novas subestações, a empresa acredita que a distribuição estará sensivelmente melhorada.


A Zona Sul do Rio, por exemplo, será beneficiada com a subestação Samaritano, em Botafogo. Instalada sob as Ruas Muniz Barreto e Pinheiro Machado, a Samaritano terá capacidade de 80 Mw de capacidade. As demais subestações são Rosali, em São João de Meriti (com 120 Mw, recém-inaugurada, abastecendo uma área de 120 mil pessoas); Washington Luís (80 Mw), abastecendo Caxias e outras áreas da Baixada Fluminense; Cachamorra (60 Mw), em Campo Grande, e Senador Camará (80 Mw), em Bangu, melhorando o abastecimento da Zona Oeste.


Sergio Malta, superintendente de assuntos institucionais da Light, informou que uma subestação, com o seu sistema de transmissão, custa cerca de R$ 20 a 30 milhões. Malta declarou que desde 1904, data da sua fundação, a Light acumulou apenas 50 mil transformadores. "Em um ano, estamos substituindo 10 mil", disse, calculando que os 415 milhões equivalem a todo o investimento da Light nos três anos anteriores à privatização em 1996.


Ainda assim, pequenos apagões continuam deixando a população apreensiva, mesmo que o defeito tenha sido sanado com rapidez. No fim de semana faltou luz em Copacabana durante 14 minutos. Segundo a Light, houve um defeito na subestação da Rua Siqueira Campos, cujo sistema automático não funcionou, provavelmente por causa da idade do equipamento.


Sobre as 36 exigências feitas à Light pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Malta informa: "Estamos cumprindo todas. Uma delas, por exemplo é a de garantir as obras de adequação do sistema elétrico com os planos de expansão. Estamos trimestralmente mostrando o avanço dessas obras em relatório", afirma.


De acordo com o superintendente, em 97, a Light arrecadou R$ 2,4 bilhões, dos quais 900 milhões foram para Furnas, Itaipu, Eletrobrás, Aneel, órgãos do governo, cotas de consumo de combustível, reserva de reversão, etc;. Outros 315 milhões foram investidos na rede e 450 milhões aplicados na operação e manutenção do sistema, enquanto 550 milhões se destinaram a pagamento de impostos aos governos estadual e federal. Também foram pagos 134 milhões em dividendos aos sócios, explica Malta.


Quanto às perdas provocadas pelo furto de energia (gato) a empresa trabalha com calma. "Estamos recadastrando os consumidores", diz Malta. Em um ano foram visitados 1 milhão dos 3 milhões de cliente e em dois a Light deve visitar todos os pontos de consumo. Mas Malta explica que o gato não é o foco da empresa: "hoje toda a atenção é voltada para o bom atendimento durante o verão", completa.

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