A Notícia
Para entender a notícia
Termelétricas aumentará oferta de energia no País
BRASÍLIA, 24 – O presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, lançaram nesta tarde o programa Prioritário de Termelétricas, que irá aumentar a oferta de energia no País em mais de 15 mil megawatts até 2003. As 49 usinas que estarão situadas em 18 estados brasileiros vão alterar a matriz energética, aumentando de 7% para 20% a geração de energia de origem térmica nos próximos dez anos. O programa vai receber investimentos da iniciativa privada da ordem de R$ 12 bilhões. Além disso, contará com a participação da Petrobras, Eletrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Agência Nacional do Petróleo (ANP). A estimativa é que sejam gerados 25 mil empregos diretos na fase de implementação da usina, 50 mil empregos indiretos nas regiões onde serão instaladas as termelétricas e 2 mil empregos definitivos na operação das usinas. Além disso, pelo menos 20% da fabricação dos equipamentos ficarão a cargo da indústria nacional. O presidente da Eletricidade de Portugal, Mário Cristina dos Santos, afirmou que o programa "é um passo decisivo que o govenro brasileiro dá para garantir energia ao País". Santos, que representou os investidores, mostrou confiança no Brasil. Segundo ele, os investidores "acreditam nos propósitos dos compromissos assumidos e no futuro deste País" Fonte: InvestNews (Patrícia Gomes/IG)
O planejamento, o bom senso e o compromisso público foram irremediávelmente destruídos. São 15 000 MW de usinas a gás espalhadas pelo país. Os sábios que comandam o setor, com certeza desconhecem o conceito de complementariedade energética. As usinas a gás, apesar de mais eficientes, são as únicas que não combinam energéticamente com o parque hidroelétrico já instalado. O motivo é muito simples: O gás utilizado em térmicas é fornecido continuamente através dos gasodutos (sistema "take or pay"). Não há como armazená-lo nos períodos de grande hidraulicidade, quando praticamente todo o mercado brasileiro pode ser atendido com água . Resultado: Estaremos vertendo água (gratuita) e queimando gás (dólares) . Qualquer aluno de graduação de engenharia elétrica que tenha feito o curso de Operações de Sistemas Elétricos aprende estes conceitos. A sociedade brasileira precisa pelo menos ser informada que esse programa será razão para maiores pressões por aumentos tarifários. Isso para não citar, a dependência ao preço do petróleo e os subsídios ao gás.
Consumo de energia aumenta 2,2%
São Paulo, 23 – O Brasil consumiu 290.975 GW/h em 1999, 2,2% a mais do que no ano anterior. O aumento, porém, foi menor do que o esperado para o ano (300.842GW/h). Mesmo assim, a tendência é de alta no consumo para esse ano. O crescimento do consumo de energia elétrica foi quase três vezes maior que o da economia em geral. Esses resultados foram apresentados pelo ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, e representa o total faturado pelas concessionárias de distribuição da Eletrobrás, que passa por mudanças (ver "Mudanças na Eletrobrás") O maior aumento foi registrado no setor comercial, com crescimento de 4,7% devido aos avanços nos setores de entretenimento e hoteleiro no país. O menor foi da indústria, que elevou o consumo em apenas 1,1%, mas representa 42% do consumo total no país. Fonte: Agência Planeta XXII
O consumo aumenta e vira notícia. Porque não é mais notícia o nível de armazenamento dos reservatórios?
Economia de energia vai a 5%
BRASÍLIA, 24 – Com o horário de verão, o país conseguiu, nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, reduzir em 5,2% o consumo de energia no horário de maior demanda, entre 18h e 20h. "É como se, no horário de ponta, uma cidade como Belo Horizonte tivesse sido desligada", afirmou o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo. A zero hora de domingo, quando termina o horário de verão, os relógios deverão ser atrasados em uma hora. A redução de 2,5% na demanda de ponta da Região Nordeste surpreendeu o governo. Essa economia é o equivalente ao consumo de Natal. A expectativa era a de que fosse economizado 1%. Um mês – Durante os 146 dias de vigência do horário de verão, que começou a zero hora do dia 3 de outubro de 1999 e termina a zero hora de domingo, dia 27, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste economizaram 1,1% de energia. Isto representa o consumo de eletricidade de um mês e meio no Distrito Federal. No Nordeste, a economia total ficou em 0,5%. O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse que o horário de verão ainda será importante nos próximos dois anos para o setor elétrico. Isso porque, em 2003, começam a entrar em operação 15 mil megawatts de energia produzidos pelas usinas termelétricas. Porém, ele lembrou que o horário de verão beneficia também outros setores. Para Rodolpho Tourinho, o horário especial é importante para a atividade turística no Nordeste. Não há risco de desabastecimento por causa do fim do horário de verão, garantiu Tourinho. Ele afirmou que duas novas usinas entraram em operação este ano, a de Rosal e a da Companhia Siderúrgica Nacional. Além disso, explicou, subiu o nível de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Fonte: JB On Line (MÔNICA TAVARES)
A economia não é de energia e sim de "ponta". Apenas o consumo na hora da ponta foi deslocado para outro horário. O risco de desabastecimento continua. O nível dos reservatórios subiu mas ainda é uma situação grave!
Tápias prioriza venda do setor elétrico
BRASÍLIA, 24 – O ministro Alcides Tápias resumiu sua forma de atuação no comando tanto do ministério quanto das empresas que já chefiou. "Meu silêncio é significativo de aprovação. Quando tem algo que não me agrada, digo com todas as letras, sempre em duas oportunidades. Na terceira eu demito. Mas nenhum comportamento de Calabi me desagradou. A questão é: o jeito dele é diferente do meu". Disse que planejara anunciar hoje a demissão de Calabi do BNDES, mas a divulgação oficial acabou sendo atropelada. O ministro afirmou que não se desentendeu com o ex-funcionário a respeito de questões programáticas do banco e do ministério. Citou como exemplo a reestruturação societária do Pólo Petroquímico de Camaçari (BA). "O ministro foi ouvido a tempo e à hora. Autorizamos entendimentos com o grupo Ultra. Concorda com a decisão e a mantém. Esta não é a razão pela qual o doutor Calabi deixa a presidência do banco", assegurou. O assunto é antigo no BNDES. Vinha sendo tratado pela área técnica do banco desde que Pio Borges ocupou o cargo que agora será de Gros – entre fins de 1998 e o meio do ano passado.
A demissão de Calabi faz parte de uma guinada do ministério em direção ao reforço das exportações brasileiras, segundo o ministro. O movimento inicial foi a nomeação de Roberto Gianetti da Fonseca para a função de secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior, anunciada na semana passada. Tápias classificou a substituição de Calabi como "um recomeço" da sua atuação à frente do ministério, assumido em setembro do ano passado. A expectativa de Tápias é que Francisco Gros ajude o governo no processo de privatização do setor elétrico – já que, como diretor-executivo do banco de investimentos americano Morgan Stanley Dean Witter, participou do modelagem da venda do sistema paulista de energia. O ministro disse, ainda, que nada será modificado no processo de venda das ações excedentes da Petrobras e que o apoio do BNDES às empresas nacionais continuará. "Tenho sentimento de empatia com Francisco Gros que infelizmente não consegui ter com o doutor Calabi", admitiu Tápias. Fonte: JB On Line (A.L.)
Eletrobrás: Tourinho anuncia mudanças
Brasília, 23 – O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, vai assumir a presidência do Conselho de Administração da Eletrobrás. Segundo Tourinho, que desde ontem passou a ser o coordenador do processo de privatização das empresas do setor elétrico, será feita uma ampla reformulação no Conselho, que deverá ter o número de membros reduzido de 12 para cerca de 9 pessoas. Segundo o ministro, só estão garantidos como conselheiros ele, o presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, e o assessor da Presidência da República, Vilmar Farias. Tourinho explicou que o objetivo é fazer com que o conselho da estatal siga a mesma tendência adotada pelo conselho da Petrobras desde o ano passado. Ou seja, ao invés de ser composto praticamente só por diretores da estatal, o conselho de administração vai formular as políticas da empresa, e terá certa autonomia em relação à diretoria executiva. Tourinho disse que essas modificações serão feitas nas próximas semanas e que poderão, mesmo, levar a alterações do estatuto da estatal. Fonte: Agência Estado (Gustavo Paul)
Aneel rebate Idec quanto a aumento de tarifas no setor eletrico
BRASÍLIA, 22 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rebateu, em nota à imprensa, pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) que mostra piora na qualidade do serviço e aumento nas tarifas de empresas privatizadas em áreas como telecomunicações e energia elétrica. Na nota, a Aneel cita dados do Dieese mostrando que de 94 a 99 as tarifas de energia foram reajustadas em média em 79,85%, contra uma inflação de 86,34% no período. A agência reguladora afirma ainda que não houve alteração nos critérios para a concessão de descontos para a Classe Baixa Renda, e que a eliminação dos subsídios que tornavam a tarifa mais barata foi decidida antes da privatização das empresas. O subsídio integral, segundo a Aneel, só teria sido mantido para o consumidor de baixa renda com consumo até 30 kWh/mês. Fonte: Agência O GLOBO (Sueli Montenegro)
As empresas nem precisam contratar relações públicas. A ANEEL faz esse papel para elas de graça! O argumento de que a eliminação do subsídio é anterior a privatização e nada tem a ver com o processo é um escárnio com a inteligência da sociedade.
Aneel cobra qualidade da Cerj
Rio, 24 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que a Cerj aplique, nos próximos três meses, medidas para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos. De acordo com relatório da agência enviado ontem à Cerj, as freqüentes interrupções de energia, os problemas nos níveis de tensão e a existência de poucos postos de atendimento à comunidade são fatores que comprometem os serviços oferecidos pela concessionária. Em fiscalização feita na empresa, de 1997 a 1999, a agência detectou que o maior problema causado pela Cerj foram os constantes apagões em dez municípios do interior do Estado – Parati, Rio Bonito, Iguaba Grande, Búzios, Campos, São Francisco de Itabapoana, Silva Jardim, São João da Barra, Quissamã e Carapebus. Se a empresa não seguir as determinações da Aneel, poderá ser multada. A Cerj já foi autuada cinco vezes pela agência desde 1998, sendo três processos mantidos. Só pelos apagões no verão daquele ano, a empresa pagou uma multa de R$ 638 mil. Fonte: Jornal do Commercio
Essa é uma notícia recorrente. Sempre volta às páginas! Resultado concreto? Nenhum!
Fortes ganhos com as ações das elétricas
São Paulo, 22 – As ações de empresas de distribuição e transmissão de energia estão apresentando altas expressivas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Há expectativa otimista de forte aumento das receitas das elétricas com a exploração dos serviços de transmissão de dados em alta velocidade por meio de cabos ópticos instalados ao longo das redes. De 31 de dezembro de 1998 até ontem, a Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE) acumulou alta de 585,13% e a distribuidora Eletropaulo Metropolitana, 138,01%. Em igual período, o Ibovespa subiu 159,8%, enquanto a inflação, medida pelo IGP-M, foi de 21,5% e o CDI pagou juros de 28,7%. Segundo analistas, o simples fato de transmitir dados por cabos ópticos não é motivo suficiente para a valorização tão acentuada dos papéis neste momento. Outras razões são a reestruturação do setor e os preços baixos das ações, que estão agora sofrendo uma correção. Fonte: Gazeta Mercantil (Marcello Antunes)
Porque estarão subindo as cotações das empresas elétricas?Eis o motivo:
FGTS será usado nas elétricas
BRASÍLIA, 24 – O governo vai instituir mecanismos para evitar que a compra das ações da Petrobras com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seja utilizada para realizar saques da conta. "Vai ter algum tipo de fórmula para evitar o saque do FGTS", afirmou o ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho. Os trabalhadores também poderão utilizar o FGTS para comprar ações das empresas do setor elétrico, que deverão ser privatizadas este ano. "Vou lutar por isso", enfatizou ele. O trabalhador poderá usar até 50% de seu FGTS para comprar ações da Petrobras. A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Desestatização (CND), na última terça-feira, prevê também que essa compra equivalerá ao pagamento à vista. Com isso, quem usar o FGTS terá um desconto de 10% sobre o valor das ações. O leilão dos 20 bilhões de ações ordinárias da empresa está previsto para julho deste ano, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Setor elétrico – O ministro Rodolpho Tourinho vai assumir a presidência do Conselho de Administração da Eletrobrás.
A idéia, disse o ministro, é montar uma estrutura semelhante a que foi implantada na Petrobras. Ele pretende participar de forma mais intensa das decisões das empresas que serão privatizadas: Furnas, Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e Eletronorte. A possibilidade de mudanças no estatuto da Eletrobrás não foi descartada por Rodolpho Tourinho. Ele explicou ainda que parte das ações da empresa já são pulverizadas. Cerca de 70% do capital total da Eletrobrás estão nas mãos da União e os outros 30% com acionistas minoritários. O número de conselheiros da Eletrobrás, hoje são 12, deverá ser reduzido para nove. O atual presidente do Conselho e da empresa, Firmino Sampaio, será mantido como membro do Conselho, porém não acumulará mais as duas funções. Também participará do Conselho o assessor especial do presidente da República, Vilmar Farias. A construção de Angra III, explicou o ministro, depende de financiamentos externos. Além disso, ele ressaltou a necessidade de resolver alguns problemas políticos. A idéia do governo é realizar uma concorrência para as obras físicas da usina, que seriam pagas com a energia gerada por Angra III. Fonte: JB On Line