…Epa!…Nós não teríamos tanta certeza É preciso não esquecer de 2 pontos importantes: 1 – Esperamos que o racionamento tenha nos ensinado que o critério que define a energia assegurada do …

…Epa!…Nós não teríamos tanta certeza


É preciso não esquecer de 2 pontos importantes:


1 – Esperamos que o racionamento tenha nos ensinado que o critério que define a energia assegurada do sistema pode estar errado. O relatório Kelman alertou para esse fato, recomendou uma revisão e, até agora, nada foi feito. Se por acaso um re-estudo decidir por uma redução da energia assegurada das hidráulicas, esse cenário otimista pode mudar.


2 – O mercado residencial de energia elétrica no Brasil tem características de demanda reprimida. Qualquer melhoria da renda das classes mais pobres ou qualquer melhoria da relação renda / tarifa, pode disparar taxas elevadas de consumo. Não subestimem o subconsumo do brasileiro!


3- O comentário do Dr. Holtz que "a entrada de novas usinas poderia reduzir ainda mais o custo de operação e desestimular os investidores" está baseado na hipótese de permanência do modelo competitivo no mercado que já se mostrou ineficiente e arriscado. Se o programa do PT (Instituto de Cidadania) for cumprido na área de energia com a implantação de um pool cooperativo, nada disso vale. Nesse sistema ninguem ficará com energia "micada" por obra de São Pedro. Ver o link abaixo.



Estudo aconselha adiar construção de usinas (E. S. Paulo 20/12)


Unidades em operação e as obras em andamento darão um cenário tranqüilo de abastecimento

JOSÉ RAMOS


BRASÍLIA – O Brasil deveria atrasar as datas de inauguração das usinas de geração de eletricidade que ainda estão em projeto. A sugestão, feita com base no Plano Decenal de Expansão 2003-2012, foi apresentada pelo Comitê Coordenador do Planejamento da Expansão dos Sistemas Elétricos na terça-feira ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O grupo, constituído principalmente por técnicos da Eletrobrás, concluiu que as usinas em operação, mais as obras em andamento, darão ao País um cenário tranqüilo de abastecimento energético nos próximos cinco anos.


Esse estudo é revisto anualmente. Com esse cenário, o custo da energia adicional que as geradoras poderão obter com a mesma infra-estrutura (denominado custo marginal de operação) será menor que o custo da energia que seria gerada por novas usinas (custo marginal de expansão).


Segundo o secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Carlos Holtz, a entrada de novas usinas poderia reduzir ainda mais o custo de operação e desestimular os investidores . "Estamos sugerindo que os estudos sejam detalhados", comentou o secretário.


O Plano Decenal de Expansão teve como premissa três cenários de crescimento econômico. O cenário A, de alto crescimento, prevê uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,5% nos dez anos de referência (crescimento médio de 4,8% nos cinco primeiros anos e de 6,3% nos seguintes). Nesse cenário o consumo aumentaria em 6% ao ano e exigiria uma oferta adicional de 44 gigawatts (GW) até 2012.


O cenário B baseia-se em crescimento médio de 4,5% para o PIB (4,1% no primeiro qüinqüênio e 5% no seguinte) e crescimento da demanda em 5,1%, exigindo expansão de 35 GW.


O cenário com perspectiva mais conservadora estima a variação média do PIB em 2,5% ano, com crescimento de 3,2% na demanda por eletricidade e necessidade de expansão de 16 GW. Os técnicos alertam que nunca houve no Brasil um cenário baixo como esse, que significaria quase estagnação econômica no decênio.

O cenário de excesso de oferta de energia nos próximos, sinalizado pelo Custo Marginal de Operação do setor elétrico, é uma das razões que estão levando investidores a suspenderem projetos de novas usinas, segundo os técnicos do setor. No Programa Prioritário de Termoeletricidade (PPT), por exemplo, três dos 40 projetos foram cancelados recentemente, segundo um dos coordenadores do PPT, Gilson França: Campo Grande (247 megawatt, MW), da Enersul, Norte Capixaba (250 MW), do consórcio Shell, Intergem e Petrobrás) e Duke Pederneiras (500 MW), da Duke Energy.


O Ministério de Minas e Energia está também aguardando a confirmação da informação de que a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) teria cancelado o projeto de construção da usina de Bongi (280 MW). Os três cancelamentos confirmados reduzem em 997 MW o PPT, e a perda poderá subir para 1.277 MW, com a unidade da Chesf.


O PPT, que fornece vantagens como gás subsidiado para quem iniciar a operação até dezembro de 2004, está com 9 usinas em operação, 5 em testes, onze em construção e 15 com obras não iniciadas, entre as quais estão as usinas canceladas. A Duke desistiu ainda de construir uma usina de 88 MW em Porto Suarez, na Bolívia, cuja energia seria exportada para o Brasil. Os técnicos observam que os projetos podem voltar nos próximos anos, quando a remuneração do investimento for mais promissora.



Segundo estudo da Eletrobrás, gasto médio mensal de luz nas residências baixou 22,5%, de 173 kWh para 134 kWh

Consumo pré-apagão só voltará em 2008 (Folha 20/12)


DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O consumo de energia na classe residencial só voltará aos níveis pré-racionamento em 2008, segundo estudo da Eletrobrás. Nas regiões onde o racionamento foi mais intenso -Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste- a retomada só acontece em 2009.


Em 2000, antes do racionamento, que durou de junho de 2001 até fevereiro deste ano, cada consumidor residencial gastava em média 173 kWh por mês. Hoje, a média de consumo mensal é 22,5% menor -134 kWh por mês.


A redução se deve a hábitos de economia adquiridos quando havia punições para quem ultrapassasse as metas estipuladas.


O estudo adota como cenário mais provável o de crescimento da economia em taxas médias de 4,1% ao ano até 2007 e 5% até 2012. Nesse cenário, o consumo de energia cresceria a uma taxa média de 5,1% ao ano e seria preciso aumentar a capacidade de geração em 35 mil MW até 2012.


Termelétricas


Quatro usinas que estavam previstas no PPT (Programa Prioritário de Termeletricidade) não serão mais construídas. No total, deixarão de ser incorporados ao sistema 1.277 MW. O Ministério de Minas e Energia informou também que foi oficialmente cancelada uma importação de energia da Bolívia, de 88 MW.


Deixarão de ser construídas as usinas termelétricas Norte Capixaba (Shell, Petrobras e Intergem), Campo Grande (Enersul), Duke Pederneiras (Duke Energy) e Bongi (Chesf). A importação da Bolívia foi cancelada porque a Duke Energy desistiu de construir uma termelétrica naquele país.


Em abril deste ano o PPT contava com 40 termelétricas que, até o final de 2004, deveriam aumentar a capacidade de geração em até 13.637 MW. Hoje o plano tem 25 usinas -9 em operação, 5 em fase de testes e 11 em construção. A capacidade de aumento de geração caiu para cerca de 7.000 MW.


Para o ministério, a redução do PPT não irá afetar o abastecimento de energia, porque os cálculos já estão sendo feitos levando em conta a redução do programa.


Oferta

A redução do PPT não preocupa o governo porque, para os próximos anos, o cenário traçado pela Eletrobrás é de excesso de oferta. Com isso, a orientação para a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é que retarde o processo de licitação de novas usinas ou que amplie os prazos para a entrada em funcionamento dos empreendimentos já licitados.


Limitando a oferta, o preço tende a subir. Com a subida do preço, os investimentos em geração ficam mais atrativos. Hoje, o custo da energia gerada por uma nova usina seria de US$ 33 por MW.


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