Ministro pede ao país que poupe energia RIO, 15 (Globo On Line) – O ministro de Minas e Energia, José Jorge, fez há pouco pronunciamento em cadeia de televisão para pedir aos brasileiros que poupem energia. E …

Ministro pede ao país que poupe energia

RIO, 15 (Globo On Line) – O ministro de Minas e Energia, José Jorge, fez há pouco pronunciamento em cadeia de televisão para pedir aos brasileiros que poupem energia. Ele disse que o país enfrenta problemas de fornecimento de energia em virtude da falta de investimentos nos anos 80. O ministro ressaltou que o Governo, desde 1995, vem fazendo esforços para mudar essa situação, mas a escassez de chuvas – segundo o ministro, o menor volume dos últimos 40 anos – é preocupante e força o país a economizar para não ter que racionar energia.


Veja a íntegra do pronunciamento do ministro:


"Boa noite. Graças ao êxito do Plano Real, o Brasil está crescendo. Com a recuperação da economia e a geração de empregos, estamos consumindo quantidades cada vez maiores de energia. Isto atesta a viabilidade do nosso País. Mas, para que o Brasil siga avançando, precisamos economizar. Enfrentamos problemas no abastecimento de energia elétrica por causa da falta de investimentos no final da década de 80. Naquela época, houve paralisação de 23 grandes obras.


Desde 1995, o governo federal vem adotando medidas para mudar esse quadro. Em parceria com a iniciativa privada, as obras paralisadas foram retomadas e boa parte delas já está concluída. Além disso, novas usinas hidrelétricas e linhas de transmissão começaram a ser construídas. Outra decisão importante do governo federal foi tornar o País cada vez menos dependente da regularidade do regime de chuvas. Isso é possível com a construção de usinas termelétricas a gás e o incentivo à utilização de outras fontes. Graças a essas iniciativas, a oferta de energia em nosso país voltou a crescer. Nos últimos seis anos, aumentamos a nossa capacidade de geração em 25%. E a expectativa é a de que, em pouco tempo, vamos superar o problema.


Mas, agora, em 2001, continuamos a depender muito de chuvas para produzir energia. As chuvas nos rios que abastecem os principais reservatórios das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste foram muito fracas. Foi a menor quantidade nos últimos 40 anos. Esta situação vem sendo acompanhada pelo governo federal, que trabalha para melhorar o abastecimento. Nós estamos assegurando a entrada em operação, este ano, de novas usinas. Elas vão produzir cinco mil megawatts, a quantidade de energia consumida por todo o estado do Rio. Vamos utilizar a capacidade máxima das usinas em funcionamento e transferir a energia produzida nas regiões Norte e Sul para as outras afetadas pela estiagem.


Além de todo esse esforço, é indispensável economizar, para evitar que falte energia nas escolas, nos hospitais, nas fábricas. Cumprindo o seu dever, o governo federal determinou a diminuição de quinze por cento do consumo no setor público. Diversas empresas decidiram ajudar com programas voluntários de redução do consumo. Agora, contamos com você para diminuir ao máximo o desperdício. É a contribuição de todos para economizar e evitar o racionamento. É preciso evitar o desperdício, em casa, no trabalho em todos os lugares.


Do esforço de cada um de nós depende o futuro de todos. Vamos apagar as luzes acesas sem necessidade. Vamos diminuir o tempo do banho quente. Vamos usar de maneira econômica o ferro de passar e o ar condicionado. Fazendo isso, você diminui a sua conta de luz e ajuda o nosso País a continuar crescendo. Isso não custa nada. O que custa caro, o que dói no bolso é a energia desperdiçada. Poupe energia. É bom para o Brasil e melhor para você. Muito obrigado."


O ILUMINA confere!

Seria um ato falho? Ou seria uma confissão?


Ano


Consumo (GWh)
1994

235.627


2000

308.256



Esses foram os consumos totais de energia elétrica nos anos de 1994 e 2000. São os últimos 6 anos. Crescimento verificado: 31%.


Se o Ministro diz que nos últimos 6 anos aumentou-se a oferta em 25%, ficou faltando 6%!!


Quando o Ministro diz que "foi a menor quantidade nos últimos 40 anos" para falar da sêca, está se referindo apenas aos meses do período chuvoso. Entretanto, para o setor elétrico, o que vale é o ano completo. E ai, 1971, é um dos campeões da "secura". Apenas 66% da média a longo termo! Muitos anos críticos já passaram na história do setor elétrico e a sociedade brasileira nem soube. A diferença é que havia a responsabilidade e o compromisso de expandir a oferta.


E mais, o início do período chuvoso (outubro), não foi tão mal assim. Afinal, o sistema implantado e defendido com unhas e dentes pelo governo, apontava um preço de apenas R$ 56,00 para o valor de 1 MWh no mercado atacadista. Convenhamos que não parece ser um preço condizente com a percepção de alguma crise… Pelo jeito, continua a perseguição a S. Pedro.


Quanto ao racionamento, o ILUMINA acha que a população ainda não se deu conta do que poderá vir a acontecer.


Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *